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    Viver na China


    MUDANÇA DE ENDEREÇO DO BLOG

     
     

    MUDANÇA DE ENDEREÇO DO BLOG

    Olá Pessoal,

    Espero que tenham passado um excelente Natal.

    É para dar algumas noticias sobre o blog. Sei que muitos não acessam Facebook ou twitter e ai só o bom e velho email. Rs

    Bom, a China continua na minha vida, mas repaginada! Afinal todos temos que mudar, e para melhor! A experiência, o passar do tempo, sempre nos fazem refletir, ponderar e amadurecer.

    Então estamos de casa e roupagem nova!

    Agora o China na minha vida está hospedado no Wordpress. Um site com muito mais recursos, mais possibilidade de interação e divulgação.

    O único senão, para quem está na China, é que só acessamos ele com VPN. Mas para quem está em qualquer outro lugar do mundo, inclusive Hong Kong, isso não é um problema.

     

    Criamos uma identidade para ele também, com a ajuda da ELYTS, que teve meses de paciência, até achar algo que eu endendesse como a ‘cara’ do blog. Obrigada, Kátia.

     

     

     

     

     

    E para finalizar agora temos um dominio .com. Obaaa...

     

    Então, aguardo a visita de vocês no www.chinanaminhavida.com

    Naveguem, opinem, compartilhem.

    Conseguimos re-publicar TODOS os posts desde o inicio do blog.

    Um trabalho meio doido, mas que valeu todo o esforço.

     

    E para quem quiser, pode ‘SEGUIR O BLOG VIA EMAIL’, é só colocar seu email no local com a frase ao lado e pronto!

    Tudo que publicarmos chegará no seu email!

    Também há possibilidade de assinar o twitter e dar o ‘like’ na página do Facebook direto do blog.

    Também poderá enviar o link para seus amigos diretamente da página que estiver lendo.

    E mais novidades serão incorporadas a pagina. É só seguir e aguardar.

     

    Mais uma vez, agradeço a todos que me incentivaram, seguiram, deram suas opiniões, colaboraram com material e divulgaram o blog.

    Realmente isso fez muita diferença para chegarmos até aqui.

    Que Deus nos abençoe e continue sempre iluminando nossos caminho.

    Um Feliz Natal e que 2013 seja realmente um ano de muitas realizações para todos.

    Obrigada!

    XièXiè!

    Grande abraço,

    Christine.

     


    www.chinanaminhavida.com

     



     Escrito por Christine Marote às 08:28
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    E já é dezembro... de novo!

     
     

    E já é dezembro... de novo!

    Mas é não é que dezembro chegou... de novo!!!

    Pois é, no ultimo post já falei sobre isso, mas realmente não me conformo. Deve ter algo errado com a tal engrenagem que gira a terra.

    Outro dia ouvi uma amiga dizer que o filho dela, de 6 ou 7 anos disse que achava que esse ano tinha passado muito rápido. Para tudo! Se uma criança está achando que faz pouco tempo que o Papi Noel passou na casa dele, e também acha que o tempo está passando depressa tem algo errado... me lembro que quando era criança os meses se arrastavam, e quando minha mãe dizia: será no Natal... Meu Deus, que angustia...

    Agora só me resta saber que essa sensação é só aqui no oriente, ou é geral... veremos.

    Mas como dezembro já está ai, começamos o ritmo alucinado natalino, mesmo na China. Aqui não se comemora Natal, mas como disse ontem para uma amiga no facebook, tudo é ‘made in China’ então a coisa ganha uma proporção astromica, isso sem falar que você ainda pode comprar direto do fabricante no TaoBao (lembram??). Poderíamos resumir que, para quem gosta de enfeitar a casa para receber o bom velhinho, entra em parafuso... uma verdadeira tortura chinesa. Literalmente.


    O interessante é que os chineses também aderem ao enfeites, não com tanto afinco como nós, mas eles acham bonito e divertido. E vamos combinar que enfeitar as coisas até a exaustão é com eles mesmo! Mas o fato é que eles gostam do Papi Noel, ou Santa Claus ou ainda o 圣诞老人- Shèngdàn lǎorén. Nunca pesquisei sobre isso, mas acho que eles devem encarar o Papai Noel como uma lenda, personagem do folclore ou coisa assim. E reverenciam esse personagem como amam o Mickey Mouse ou a Hello Kitty. Existem Chineses cristãos, inclusive tem um numero interessante de igrjas católicas aqui. Mas o numero no final é insignificante perante a população Nacional, para movimentar tanto o comércio assim.

    Os estrangeiros também não são pareo para o consumo chinês, até porque uma grande parte dos expatriados, principalmente os que tem filhos pequenos e/ou em escolas internacionais, que podem faltar algumas semanas na escola, vão para o seu pais nessa época. Sendo assim, não enfeitam as casas e nem se preparam para a ceia e festividades. Não é meu caso, pois meus filhos estão em universidades por aqui, e no caso do que estuda em Shanghai, tem prova até no dia 24, que é uma segunda feira. Só que depois eles tem quase 4 semanas de parada junto ao Ano Novo Chinês.


    Mas o fato é: não aguento mais ouvir ‘jingle bells’ em toda e qualquer loja, café e elevador que entro... Essa é a China globalizada... hallowen, Natal e só falta mesmo a Páscoa ser mais intensa. Eles até tentam, mas ainda não conseguiram captar o ‘espirito’ da data. Nesse ano não se achava mais do que uma ou duas marcas completamente desconhecidas de ovos de chocolate no Carrefour, o que já era de se esperar... E cada um se virou como pode para a festa de páscoa. Mas aí uns 10 ou 15 dias depois do domingo de Páscoa, descobri num supermercado de bairro que tem produtos importandos prateleiras e prateleiras de ovos de tudo que é marca, estilo e personagens que qualquer ocidental pode imaginar e, o melhor, numa super promoção! Comprar um ovo da Lindt de meio kilo, por menos de 50 reais é algo surreal, mesmo na China...


    Mas o que aconteceu? Não se deram conta que a Pácoa é uma data móvel, se basearam no anterior para fazer o pedido... e ainda pode ter havido algum atraso na alfandega... imagina o prejuizo! Mas a noticia se espalhou e todos correram para comprar os ovos de Páscoa fora de época!

    Pelo menos desta vez o estrangeiro levou alguma vantagem com o comércio local!

    E vamos voltar ao ‘Jingle bell’, ou quem sabe alguém tem a ideia de enviar o cd de Natal da Simone para um chinês... ia ser de matar...rs

    Então é Natal...

    Zài Jiàn!



     Escrito por Christine Marote às 10:06
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    Adaptação do corpo e do cérebro...

     
     

    Adaptação do corpo e do cérebro...

    Ando sumida, eu sei... mas final de ano é loucura em qualquer lugar, mesmo na China! Só que aqui tem um fator a mais para deixar tudo mais complicado: o ano letivo que começa depois do meio do ano.

    Sim, estamos acima da linha do Equador (agora estou do lado de cima do Equador... isso é para quem tem mais de 40 anos e conhece a musica do Ney Matogrosso...).


    Por causa dessa posição geográfica, quando o Brasil está na primavera, estamos no outono. E agora vocês estão curtindo um calorzinho gostoso e nós começando o processo de resfriamento. A vantagem é que aqui Papai Noel não sofre. Muito pelo contrário, até agradece as roupas felpudas e pesadas que tem que usar.

    Mas ai, quando vemos estamos em setembro e é quando a vida começa entrar na rotina, as aulas começam, as pessoas voltam de viagem, porque as férias de verão começam em meados de junho e terminam no final de agosto. Só que setembro, outubro, novembro...pronto! Acabou o nosso ano... porque para o chinês está tudo certo. Não celebram natal e o ano deles só termina quando a lua estiver afim (em 2013, 9 de fevereiro).

    E mais uma vez o estrangeiro nas Terras de Mao tem que enfrentar um ano truncado e cheio de feriados, porque tentamos continuar respeitando os nossos, ao menos os universais, e ainda temos que usufruir dos deles. Tudo bem, vocês devem estar pensando: mas ela tá reclamando do quê? Mas é demais mesmo... e ai os nossos feriados ficam meio confusos, pois como meu filho estuda numa Universidade chinesa, vai ter prova no dia 24 de dezembro. E dia  2 de janeiro também. Ou seja não dá nem para dar uma escapadinha e aproveitar o feriado ocidental para conhecer a China, já que quando é feriado Chinês é humanamente impossivel se aventurar.

    Nós brasileiros e latinos de um modo geral, sofremos mais ainda porque além dessas coisas que citei, ainda tem a mudança de clima, de fuso e de calendário escolar. Coisas que o europeu e o americano não tem nenhum tipo de problema.

    Fora que é estranho para nós mudar os conceito estabelecidos desde sempre, como datas e estações do ano. Meu aniversário é em agosto, então nasci no inverno. Mas aqui é pleno verão, do tipo janeiro... É muito estranha a sensação. Outra coisa é quando os amigos falam (ai são os estrangeiros mesmo, que tem o mesmo calendário escolar): para que ano seu filho vai no ano que vem? Ai no começo, eu pensava... ano que vem até junho ele estará no 10° ano e depois de agosto no 11° ano. Mas não é isso... o ano que vem é agosto. Ano escolar ela se referia. E pior, que eles não tem o hábito de falar ‘ano letivo’ ou ano escolar.

    Parece uma besteira, mas no dia a dia faz uma confusão na cabeça... tem as palavras usadas em inglês e os termos que também nos confundem: ‘push’ em inglês é ‘empurrar’ e ‘pull’ é puxar. Mas não tem jeito... não há uma vez que eu não entre numa porta onde está escrito ‘push’, sei que tenho que empurrar, mas o meu pensamento é mais lento que o piloto automático do meu cérebro! E lá estou eu pagando o mico de puxar a porta que é para empurrar. Outra coisa que me deixou maluca e tive que educar meu cérebro para assimilar é a questão do tempo futuro. Se falamos na ‘próxima sexta feira vou na sua casa’, como estou na quarta feira, entendemos que é depois de amanhã, certo? Sim, está certo no Brasil... Aqui na China e, pelo que pude ver, no resto do mundo, se falo ’próxima sexta-feira’ estarei me referindo a semana que vem, porque apesar de ainda não ter chego, já estamos nessa semana e então tem que se usar ‘esta sexta-feira’. E com dias do mês é a mesma coisa: ‘no próximo dia 22 é aniversário do meu filho’, o que você entende se ainda estamos no dia 15? Só que aqui eles entendem 22 de dezembro, porque o correto seria ‘neste dia 22’, já que já estamos em novembro. Gente, é muita informação para um cérebro assimilar... e ainda tenho que  aprender o mandarim?!?


    Mas esse conceito de data ainda é algo que temos em outros locais do mundo. Agora o que eu não consigo ainda entender, que minha lógica não conseguiu alcançar, é a relação do chinês com os números, principalmente os milhares e pior : envolvem dinheiro...

    Quando nós queremos nos referir a 1,000 usamos os números completos, escrevemos a palavra ‘mil’ ou podemos usar o K. Sempre um número seguido de K é mil (12K=12.000, 12,4K=12.400).

    Mas o chinês usa 4 digitos depois do numero que apareceu escrito. Isso significa basicamente que se você vai numa imobiliária para comprar um apartamento e está escrito que ele custa RMB 80.0 deduzimos que seria 80 mil remembies, certo? ERRADO!

    80.0 = 800.000 o valor é oitocentos mil remembies.

    Teoricamente esse código é utilizado na linguagem escrita somente. Mas o pior é que até os chineses se confundem na hora de interpretar o número. Outro dia numa reunião com a controler da empresa do meu marido, perguntaram quantos habitantes havia na cidade. Rapidamente a moça foi à internet  e achou o número 300.08. Para nós seria simplesmente 300 mil e 80 habitantes. Mas sabemos que isso não é o numero de habitantes nem de uma vila chinesa, o que dirá da população de uma cidade industrial. Só que a moça também ficou confusa, pois sabia que não era mil, mas não conseguia colocar direito os zeros suficientes à direita. No final a conclusão dela mesma é que o numero de habitantes de Jiaxing é de 300.080.000 (trezentos milhões e oitenta mil).

    Nem preciso contar para vocês que lá nos longiquos 2004, Mario assinou uma ordem de compras que estava escrito 10,0, achando que havia feito um negócio da China, e quando veio a fatura....uiiiiiii.RMB 1.000.000 era o valor real.

    Não é para fazer os miolos ferverem???

    Zái Jián!

     



     Escrito por Christine Marote às 15:17
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    Criatividade sem limites.

     
     

    Criatividade sem limites.

    Não adianta, eu me surpreendo a cada dia nesse país. As vezes ficando brava e querendo sumir daqui, outras espantada com a capacidade deles de dar o famoso ‘jeitinho’ em tudo (aqui entre nós, nós brasileiros estamos há anos luz atrasados nesse quesito chinês!rs), outras ainda assustada com as coisas que eles fazem e constroem da noite para o dia e, de vez em sempre, rs, morro de rir com as ‘invenções’ inusitadas e completamente ‘no sense’.

    Realmente os chineses tem uma criatividade sem limites. Acho que é porque eles não tem barreiras estéticas, nem religiosas. Não se importam com o que os outros pensam e gostam de possuir coisas que chamem atenção, que dê a cada um uma posição de ‘destaque’ no seu circulo, seja pelo valor astronômico ou pela completa aberração (aos nossos olhos) que esse bem possa representar. Aqui discrição, a velha frase ‘menos é mais’, ser chique é ser discreto não fazem o minimo sentido e nem surtem efeito na sociedade.

    E para saciar toda essa sede de consumo criativo e de gosto duvidoso, o TAOBAO é um prato cheio. Como já disse é impossivel descrever tudo que é possivel se comprar no taobao, mas para vocês perceberem o alcance da coisa, eu e mais não sei quantas brasileiras, compramos botas e sapatos da AREZZO, made in Brazil, mesmo. De verdade. E nem vou falar o preço, senão vai ser um tal de gente querendo que eu leve sapato brasileiro para o Brasil, que não vai ter mala para caber. Rs. Mas a ressalva tem que ser feita: não são lançamentos. São modelos que já vi nas vitrines algum tempo atrás, mas o prazer de comprar um sapato brasileiro que não machuca seu pé quando você mora na China, é indescritivel! E também para botas, a moda não tem muita influência, mais é a cor, o tipo de salto. E comprar uma bota brasileira na China por 250RMB (pronto falei...) é um prazer mais prazeroso ainda!!

    Tem esses achados no Taobao, mas também tem os falsificados, que são anunciados como ‘não genuinos’. Olha, eu não acreditava que os chineses iriam vender fake online. Ai vi um sapato super hiper caro, por 200rmb e comprei. CLARO que não era original, por sinal era aquele fake de camelô nas calçadas de Copacabana para quem sabe o que isso significa, rs. Entrei no chat e chamei a vendedora e disse que queria meu dinheiro de volta, que ela havia me vendido um sapato fake. Ela, na maior cara de pau, disse ‘de jeito nenhum. Eu não vendo coisa fake. O sapato não é genuino, mas fake não!!!”, perguntei qual seria a diferença entre ‘não genuino’ e ‘falsificado’ e ela pediu para eu enviar o sapato pelo express e me devolveria o dinheiro. E assim foi feito. Sabe que no final eu me divirto com isso.

    O melhor mesmo para mim, é não ter que barganhar, nem me sentir ‘idiota’, enganada pelo vendedor, que acha que porque sou estrangeira tenho que pagar mais pelo mesmo produto. E a prova tive no aniversário da filha de uma amiga. Comprei uma caixinha para colocar lembrancinha e paguei RMB 0,40/cada. A caixa veio errada e eu pedi para trocar, mas não havia tempo para correio. O vendedor me disse que se eu era de Shanghai poderia ir na loja dele. Gente... o vendedor era do mercado dos lençois, aqui perto de casa, e eu paguei 0,40 pela caixa! Que delicia! Há uns 3 meses atrás, comprei algumas muito parecidas, no mesmo lugar e paguei RMB 1,20 cada uma. Dava para comprar 3! Agora se eu fosse lá com meus olhos redondos, NUNCA ele me venderia pelo preço certo. Por isso que virei fã do Taobao.

    Mas... como Taobao é chinês, nas minhas andanças pelo mundo  ‘taobaolistico’ encontrei algumas pérolas. Essas até copiei para colocar aqui, porque é impossivel resistir.

    Você quer dar uma ‘repaginada’ na sua sala de estar? Te mando as mais novas tendências made in China. Pode escolher...

     


    Adora um banho de imersão, mas não tem banheira em casa? Seus problemas acabaram! O TaoBao tem a solução!


    Gente, juro que agora, escrevendo isso, me lembrei das ‘organizações Tabajara’, e escrevi cantando a musiquinha!!!rs

    Zài Jiàn!



     Escrito por Christine Marote às 13:43
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    TAOBAO – o paraiso do consumo online

     
     

    TAOBAO – o paraiso do consumo online

    Além de tudo que se houve falar sobre os preços baixos na China, existe um paraiso paralelo, além das lojas de rua, que se chama ‘TAOBAO’. Acho que já comentei aqui, mas bem por cima. Taobao é um ‘hipermercado’ online, no mesmo padrão do Mercado Livre, Ebuy o Alibabá, só que com um alcance estratoférico, afinal a China tem uma população gigantesca, e os preços de cair para trás. Falei hipermercado, porque eles simplesmente vendem TUDO que você sonhar, imaginar, precisar (ou não... e esse é o maior perigo do taobao), para sua casa, carro (inclusive a casa e o carro), seu esporte, roupa, sapato, viagens aéreas, jóias, brinquedos, sementes de flores, vinho, artigos importados e, claro, os falsificados... é impossivel descrever o quão louca a coisa é. Somos capaz de ficar 3 horas navegando pelo site e nem se dar conta do tempo que passou.


    Quando falo que é um perigo, é porque quando você procura uma cadeira, por exemplo, a busca te mostra milhões de cadeiras e também, numa barra lateral, trilhões de coisas que ficariam perfeitas (de acordo com o critério chinês) ao lado da sua futura cadeira. E aí, a curiosidade mata, e você vai dar uma espiada naquele cachepô que vimos na semana passada numa loja de rua por 300RMB e no Taobao está por 89RMB. Sim, não digitei errado. A diferença é absurda em alguns casos.

    Hoje, sinceramente, não compro quase nada de cara, quando vejo numa loja. Eu observo, fotografo, de preferência o nome do fabricante, e volto para casa para uma imersão no mundo virtual chamado Taobao! Rs. E assim milhões de chineses o fazem e cada vez mais estrangeiros também. Mas nada é tão simples assim na China: acessar um site, escolher um artigo, clicar para pagar, pagar e receber em casa depois de 2 ou 3 dias. Ou melhor: para quualquer chinês é simples assim! Mas para os Laowai (estrangeiros) ai que martirio achar o caminho das pedras... Com excessão daqueles que por uma benção da natureza e capacidade pessoal de aprendizagem de idiomas, falam e escrevem fluentemente em mandarim. Bom, mas esse não é meu caso e nem da maioria dos estrangeiros que vivem  nas terras de Mao.

    Vamos começar acessando o site. Tudo em mandarim, ideogramas. Aí você vê aquelas fotos de coisas legais e os numeros super convidativos. Mas mais nada! Uma frustração. Aí toca baixar Google Chrome com tradução simultânea do mandarim para o inglês. Pode ser para português também, mas já percebi que pelo ingles a tradução é menos ruim. Com esse recurso já é possivel entender o esquema do site e da loja que você está acessando. Quantas peças tem da mercadoria, a descrição do produto, tamanho, preço do frete etc.


    Para escolher um artigo é a segunda maratona. Se o produto não foi aquele que você resolveu comprar porque ele apareceu na sua frente numa oferta irresistivel, você tem que descobrir a palavra chave. Moleza, né? Não, não é. Abrimos nosso amigo fiel dos estrangeiros na China, Google translator e digitamos ‘vase’ – vaso., que aparecerá em mandarim no quadrinho ao lado. Copia-se esses desenhinhos e cola-se na barra de busca do Taobao. Aperta o enter e... aparece um monte de coisas que não sei porque diabo eles acham que é um vaso e, às vezes até aparece um vaso no meio. Aí você tem que copiar a palavra em mandarim e colar no GT (google Translator, para faciliatar minha vida, ok?) invertido, e ver o que sai em inglês. E então você descobre que vase do inglês para o mandarim, gerou uma palavra que nada tem de sememlhança com um vaso, ou pode ser que apareça vaso sanitário.

    Essa luta se estende até que se consiga descobrir a palavra certa em inglês para chegar na tradução certa ou mais aproximada para o mandarim. Ufa.... Chegou no seu destino, escolheu, apertou a tecla ‘compre’. Ai entramos na fase do pagamento. Pegar o cartão de crédito ou do banco e pagar? Não, óbvio! Primeiro tem que ir ao banco e pedir para liberarem sua conta para compras online, depois tem que entrar no net bank e criar um nome ‘falso’ para sua conta, e autorizar você mesmo a pagar on line, criar mais 3 senhas diferentes e, depois de anotar tudo num papel que valerá mais que seu passaporte, pronto. Vc pode pagar.Um processo que no meu caso levou quase um mês e na ultima fase praticamente umas 4 horas para achar o caminho das pedras, ainda graças a uma amiga que veio me ajudar.  Claro que nem todo banco é tão complicado como o meu, mas... foi um parto!

    Fora que todas as suas informações tem que ser colocadas em mandarim, como endereço, cidade, etc. Aí o cara liga para confirmar o endereço... uiiii... corre e chama a ayi, o porteiro, qualquer um que possa se comunicar ao vivo com você depois do telefonema. Porque entender mandarim não é fácil ao vivo, imagina pelo telefone!

    Produto entregue, você confere, vai no taobao e autoriza o pagamento. E classifica o vendedor. E o taobao dá pontos para quem classifica, já que esse é um fator de extrema importância para os chineses: avaliação de usuários. Esses pontos, ainda não descobri direito como se usa, mas um dia chego lá!

    Bom, e se ao invés de telefonar o vendedor te chama no chat? Sim, Taobao tem seu próprio chat que você instala quando faz seu cadastro. Moleza. Lembra de como faço para descobrir a palavra chave da busca? Mesmo sistema: copia o que o vendedor te perguntou, cola no GT, inverte os idiomas, escreve a resposta. Copia em mandarim, inverte os idiomas do GT de novo e confere se a tradução faz sentido, afinal agora você está discutindo com o vendedor sobre o produto que comprou. Fez sentido, copia e cola no chat. Ai ele responde e o processo se repete até a conversa acabar... Fácil, fácil... =]

    Mas garanto. O esforço compensa e nos ajuda a poupar...rs

    Depois eu conto sobre o que podemos encontrar nesse mundo inusitado chamado TAOBAO!

    Zài Jiàn!

     



     Escrito por Christine Marote às 10:52
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    NUNCA?!? Tem certeza?

     
     

    NUNCA?!? Tem certeza?

    Pois é, sumi por uma semana. Mas aqui foi um feriadão de verdade! Primeiro tivemos o ‘Midd-autumm Festival’, o que se troca moom cakes.  Tem post sobre esse tema nesse link.


    E na continuação, o Dia Nacional da China, que foi em primeiro de outubro. E também tem um post nesse outro link. Esse feriado é o segundo mais importante na China e, como no Ano Novo Chinês, ninguém trabalha mesmo!


    E o que temos de novo por aqui? Nada...rs. Tudo na mesma, e estou num período de falta de criatividade para escrever, ou melhor para escolher o assunto. Às vezes ter opções demais acaba dando ‘overdose’ de informação. E eu tenho um processo pessoal criativo meio complicado. Não adianta eu olhar para a tal lista de assuntos em pauta que tenho aqui. Tem uns tópicos que não consigo fazer ir para frente. A coisa tem que dar aquele click, sabe? E assim do nada o texto vai saindo, nem eu sei explicar direito. Quantas vezes nesses dois anos já comecei a pesquisar sobre um assunto e quando vi escrevi um post que nada tinha haver com a pesquisa inicial, que voltou para a fila, oh dó!!!

    E nessa briga insana da minha necessidade de postar com a minha falta de ‘feeling’ sobre o que postar, lembrei que outro dia uma amiga me escreveu dizendo que quem iria imaginar, lá no inicio de 2000 que eu, 12 anos depois estaria vivendo e escrevendo sobre a China. E comecei a , lembrar do fato que gerou esse comentário e resolvi contar para vocês. Morri de rir sozinha de lembrar e estou postando para enfatizar minha teoria que a única coisa na vida que NUNCA podemos dizer é NUNCA!

    Pois bem, carnaval de 2000, meus filhos foram passar a semana com o pai e eu ia ficar sozinha em casa, com todos os amigos viajando. Meio depressivo... Mas meus pais moram no Rio de Janeiro e iam ficar lá no carnaval. Aí pensei: “Christine.... helloooo!”, e lá fui eu comprar passagem e me aventurar na nova companhia aérea Gol. Quando sentei no avião, olhei para os lados e havia um rapaz e uma moça me fazendo companhia. A moça morrendo de nervoso porque era comissária de bordo de uma outra cia aérea e estava de licensa médica, ou seja não poderia estar voando, muito menos indo curtir o carnaval no Rio. Mas, por conta disso, ela estava explodindo e começou a falar. A história toda era muito divertida (ao menos para mim), e aí o rapaz que estava do meu lado esquerdo achou que também tinha que aliviar a sua tensão, afinal estava indo para o Rio, para embarcar num outro voo para a............ CHINA!!! Isso mesmo, tá vendo? Eu não perdi o foco do blog, não!

    Bom, ai a história da moça deixou de ser o foco e nós duas, em uníssono, perguntamos: “Mas que diabos você vai fazer na China??” E ai começamos as duas a discutir como uma pessoa em sã consciência poderia pagar uma fortuna, viajar ‘trocentas’ horas para ir para a CHINA???!!! Eu NUNCA ia fazer uma loucura dessas!!!

    Perceberam o negrito? Mas o coitado do moço, com sua calma confuciana, só falou no meio das duas tagarelas: ‘sou médico e vou me especializar em acupuntura, na China.’ Bom, primeiro o choque que emudece, depois os olhares mais perplexos ainda e, de novo em coro, ‘acupuntura na China??? Você só pode estar louco!’. E começamos de novo nossa discussão sobre a vida de um terceiro que conhecíamos há mais ou menos 20 minutos! Mas isso eram 2 da manhã, porque esqueci de mencionar que nesse dia o voo atrasou e não pode sair de Congonhas, tivemos que ir de ônibus para Guarulhos... bom, ‘door to door’ (pois sou de Santos), levei exatas 7 horas para chegar ao Rio! E esse foi mais um motivo para os ânimos estarem ansiosos...rs

    Olha, não lembro direito o que foi conversado depois disso, mas algumas perguntas padrão foram feitas: ‘como você vai comer? E como vai se comunicar? E como vai sobreviver?’ e ele pacientemente, nos explicou e rimos muito. Foi a viagem de avião mais divertida da minha vida. No final ele nos deu seu cartão de visita, escrito em mandarim e ingles. Que máximo!! Nem preciso dizer que o coitado, que nem lembro o nome, foi o assunto da semana para mim, quando alguém me perguntava sobre meu feriado na Cidade Maravilhosa: ‘Gente, o carnaval foi normal, mas vocês não sabem: conheci um maluco no avião, que estava indo para a CHINA!!’ e a resposta era: ‘ Meu Deus, para a China??” Infelizmente joguei o cartão fora, ou se perdeu no meio de alguma caixa, sei lá. Mas se tivesse o contato dele, juro que hoje mandaria um email...rs

    E, 4 anos depois desse episódio, começava a MINHA história com a inimaginável China.

    Realmente havia esquecido disso, e agora lembrando só posso dizer que nossa vida é uma caixa de surpresas de verdade. Por essas e outras que mudei muito minha maneira de encarar a vida e reagir às coisas ruins, e até às boas, que nos acontecem todos os dias. Perdeu a hora, vamos reagendar para amanhã o compromisso. Estressou com alguma coisa? Respira fundo e pensa que poderia ser pior (sempre pode, acreditem...).

    O desapego material também vem na esteira, no sentido deque  nada é tão importante que não possa ser substituido, além da nossa saude e integridade fisica e mental. Copos de cristal? Se tenho é para usar, se quebrar compro outros. Ahhh, mas esse cristal é muito caro. Ok, compro outros de um cristal não tão especial e uso o dinheiro da diferença (se tiver...rs) para encher as taças mais vezes com um bom vinho e brindar com os amigos. Pode até soar futil esse exemplo que escolhi, mas transfiram isso para tudo que possa ser substituido em termos materiais.

    Bom, ainda bem que eu não estava inspirada para escrever hoje, mas foi muito bom, dar essa relembrada num fato tão distante e tão ‘premonitório’ (rs) da minha vida. E lembrem-se NUNCA digam NUNCA! Além do que, hoje eu mesma posso responder todas as perguntas que fiz para o rapaz, aliás esse ‘questionário’ deve fazer parte de algum ‘manual para lidar com um maluco que te diz que vai para a China’, ou coisa que o valha. Porque a ordem das questões podem variar, mas a essência é sempre a mesma!

    Zài Jiàn! =]



     Escrito por Christine Marote às 16:18
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    Crendices populares.

     
     

    Crendices populares.

    Vocês pensam que só brasileiro é cheio de crenças, lendas e supertições? Que só os ocidentais inventam estórias para as crianças para trocar por bom comportamento e/ou cumprimento de tarefas, como “Assim, Papai Noel não trará seu presente no Natal”...?

    Não! Os chineses são um povo cheio de superstições, crendices populares e... mentirinhas cheias de ‘boas intenções’ para as crianças entrarem na linha...rs

    Encontrei algumas dessas supertições entre meus papeis e resolvi compartilhar, afinal se você estiver precisando de um novo argumento com seu pimpolho, quem sabe a sabedoria chinesa possa te ajudar, né? =O

    Como era de se esperar, elas são baseadas na cultura e costumes chineses, então tem haver com pés de galinha, arroz, pato, porco e chopsticks (palitinhos usados como talher), entre outras coisinhas mais. E como toda boa supertição, é passada de geração a geração!  Vamos lá:

    ★ # Os lenços vermelhos usados pelos jovens pioneiros da revolução eram tingidas com o sangue dos martires. (e.t.: as crianças chinesas usam até hoje um lenço vermelho no pescoço para ir à escola, independente do uniforme, em todas as escolas primárias).

    ★  # Sempre coma a mesma quantidade de pés de galinha ou sua mão vai tremer quando você escrever e os caracteres ficarão ilegíveis. (qualquer minima alteração no desenho dos caracteres pode mudar completamente o significado dele, um traço torto descaracteriza completamente).

    ★  # Se duas pessoas lavam seus rostos com a mesma água, elas vão brigar mais tarde.

    ★  # Se seus chopsticks cairem enquanto você come é sinal que receberá visitas em casa.

    ★  # Se você montar num cachorro, o gancho das suas calças irão se abrir (descosturar ou rasgar, não entendi bem...)

    ★  # Coma rabo de porco e sua cabeça nunca vai parar de sacudir! Aiii.

    ★  # Lave seu rosto duas vezes ou você se tornará um ladrão quando crescer. (OMG!!! Essa é de assustar, deve ser a versão do bicho papão...)

    ★  # Se você comer ovas de peixe, nunca aprenderá a contar as coisas corretamente.

    ★  # Se você morder a sua língua quando falar, significa que terá carne no jantar dessa noite. (esse acho que vem da época da grande fome, onde ter carne na refeição era para poucos).

    ★  # Se você cortar as unhas do pé a noite, você vai levar um tombo no dia seguinte.

    ★  # Se você não cuspir as semente da melancia, vai crescer uma melancia na sua barriga.

    ★  # Se você não terminar o arroz da sua cumbuca, você terá sardas no seu rosto.

    ★  # Se você cair muitas vezes, seu traseiro vai partir em dois. =O

    ★  # Crianças não podem comer as unhas do frango, senão vão rasgar as páginas dos livros quando crescerem.

    ★  # Duas pessoas que dividem a cabeça do pato (para comer), vão acabar brigando.

    ★  # Comer a cera do ouvido faz você ficar mudo. (ecaaaa).

    ★  # Espirrar uma vez significa que alguém está com saudades de você. Espirrar duas vezes seguidas significa que estão falando mal de você. (vamos ficar atentos aos espirros...rs)

     Ainda encontrei alguns que possuem a mesma ‘base’, o mesmo tema, mas com consequências ou ações diferentes:

    ★  # Não aponte para lua com o dedo ou você terá suas orelhas cortadas. (oh, dó! Por isso as crianças costumam apontar com o punho... melhor prevenir sempre, né?)

    ★  # Quando caem, os dentes de leite devem ser jogados no telhado ou enterrados perto da entrada, caso contrário a criança não crescerá. (ou não será um adulto alto).

    ★  # Se abrir um guarda chuva dentro de casa, você não será um adulto alto.

    ★  # Se alguém pisar na sua sombra, você não será um adulto alto.

    Engraçada essa preocupação com o ‘ser alto’, talvez porque os chineses das gerações passadas tinham uma estatura bem baixa, e devia ser o sonho de consumo ser alto. Hoje vemos adolescentes bem altos por aqui. Acima do padrão com que estamos acostumados a imaginar o chinês.

    E para finalizar, achei uma crença que deve ser universal:

    ★  # Criança que brinca com fogo, molha a cama à noite!

    No final dessa brincadeira podemos ver que crenças e supertições são comuns a todos os povos, cada qual utilizando sua cultura como base das ‘lições’. Da mesma forma a invenção de ‘mentirinhas brancas’ (rs) para tentar conter ou ensinar os pequenos também é universal.

    Quando vejo um grupo de adolescentes chineses saindo da escola em bando, rindo, colocando o pé na frente do colega para derrubá-lo, gritando e bagunçando pelas ruas, percebo que todos somos iguais de verdade. Mesmo nas escolas internacionais ou conversando com amigos de outras nacionalidades sobre filhos e comportamento, de um modo geral a situação é a mesma.


    Mudamos de língua, de cor, de localização geográfica, mas somos pessoas que dentro da faixa etária, da condição básica de vida,  temos mais ou menos as mesmas reações e atitudes. Crianças querem suas mães/pais, adolescentes querem distância deles, jovens morrem de saudades da comida de casa e dos pais!  E os adultos reclamam das mesmas coisas sobre os filhos.

    E todos usamos as mesmas frases feitas, herdadas das gerações anteriores, para lidar com a vida, seja em que parte do globo estamos vivendo.

    Zài Jiàn!



     Escrito por Christine Marote às 05:24
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    2 anos escrevendo sobre a China!

     
     

    2 anos escrevendo sobre a China!

    É isso aí gente, hoje 13 de setembro fazem 2 anos que postei o primeiro texto, iniciei o Blog.

    Comecei a relatar a China na minha vida, voltei no tempo, fiz planos para o futuro, relatei o presente. Li muito, pesquisei, descobri coisas que talvez se não tivesse que escrever aqui, não tivesse descoberto.

    Reatei contato com velhos amigos. Alguns conhecidos de antes agora são pessoas que me empurram todos os dias para frente. Amigos novos de toda a parte. Blogueiros aqui de Shanghai e da China que escrevem quase as mesmas coisas que eu, mas adoramos ver os pontos de vista um do outro. Pessoas que fotografam coisas nas ruas e me enviam as fotos, meus fiéis colaboradores (ok, alguns não tiveram escolha, democraticamente decidi usar as fotos deles e deixei um recado no facebook), pessoas queridas que me incentivam sempre. Que me mandam links, matérias e ideias do que escrever, ou porque viveram ou porque tem curiosidade de saber mais sobre o tópico. Dei entrevista, participei de um programa de turismo na TV da minha região no Brasil. Até convenci pessoas a vir conhecer a China! =]


    Ouvi coisas do tipo: “como pudemos conviver tanto tempo e só agora te conheço de verdade?”, ‘obrigada por me ajudar a me adaptar nessa cidade’, ‘queria te agradecer pelas informações sobre a rotina aqui, cheguei há um mês e tudo que você relata é exatamente o que vemos nas ruas...’ e ainda “ah, minha mãe é sua fã!!’ Amei, né? =], “Poxa, mas você é muito engraçada”... olha, juro que não sou, sou uma pessoa séria, mas aprendi a ver o lado menos ruim das coisas, sempre dá... mas já dei muita risada desse comentário, porque mais de uma pessoa falou isso e eu nunca me imaginei assim!  Essas e tantas outras coisas, que agora me vem a cabeça, tantas lembranças de pequenos comentários, de encontros e desencontros, de pessoas que são queridas mesmo sem conhecer ao vivo (ainda), que me impulsionaram e não me deixaram desistir. Meus fâs de carteirinha que comentam TODOS os posts; os que nunca comentam, mas me enviam email ou deixam um recado no FB. Os que religiosamente abrem o blog toda semana, os que leem esporadicamente, quando lembram. Todos vocês recebam meu grande abraço e meu obrigada, de coração! Se o blog continua existindo, vocês também tem sua parcela de responsabilidade!

    Claro que eu sabia que a internet é uma coisa inexplicável e que o alcance disso é incontrolável. Mas realmente a coisa vai muito além do que podemos imaginar. Mesmo este blog não sendo um fenômeno de audiência, comparando com outros blogs que visitei, tenho orgulho enorme das quase 27 mil visitas nesses 2 anos. Para quem achava que não escreveria mais do que 2 meses, acho que estou com uma média razoável! A página do blog no Facebook também me surpreendeu e não cheguei nos 250 likes ainda, mas adorei a interação que aquele espaço proporciona com meus leitores. Além de ser mais um canal onde posso postar noticias, mais fotos e conversar on line com as pessoas.

    Gente, como era a vida antes da internet???? Não consigo me lembrar... Aff, mas morar na China antes disso deveria ser uma coisa realmente louca!

    Escrever, nunca pensei que poderia fazê-lo assim, como faço no blog. Foi mais uma das bençãos da China na minha vida! O pior, ou melhor, depende de que lado estamos olhando... é que eu adoro esse blog, escrever sobre a China, ler e aprender mais. Aqui em minha volta tenho centenas de revistas, todas marcadas, livros sobre a história, comportamento, artes e filosofia chinesa. Gosto de escrever e contar as coisas sob meu olhar, como descobri, o que me surpreendeu. Adoro postar as fotos ‘non sense’ que tiramos por aqui, mas amo escrever sobre um livro que li, um fato histórico que tem ligação com o presente, as conquistas e nossas dificuldades e facilidades do dia a dia do outro lado do mundo.


    O blog já faz parte da minha vida, bem como a China. Posso até ficar alguns dias sem postar, mas tenham certeza que não passo nenhum dia sem procurar, fotografar ou falar para alguém sobre ele.

    Por tudo isso resolvi conhecer um pouco mais de toda essa cultura tão cheia de mistérios e cantinhos escondidos, de poesia e brutalidade, de falta de lógica (ocidental, claro) e às vezes de uma simplicidade para solucionar o dia a dia que nos espanta. Nesse sábado inicio meu MBA China: cultura e negócios na Shanghai Jiaotong University. Mais uma que a China aprontou comigo: jamais passou pela minha cabeça voltar a estudar aos 48 anos de idade! Mas até cachorro eu tenho agora... O que é um curso a mais no meu curriculo? =]

    O blog também passará por modificações de layout, mas não agora. Ainda não encontrei exatamente o que quero para colocar aqui. Estamos estudando possibilidades. Só sei que preciso interagir mais com todos vocês e infelizmente, com meu conhecimento sub-basico de computador, a UOL não facilita muito minha vida para colocar botões de ‘seguir’, ‘compartilhar’, interagir com outras redes, fazer um layout mais personalizado. Por outro lado, esse provedor não é bloqueado aqui na China e todos podem acessá-lo sem VPN. Mas, escolhas precisam ser feitas de vez em quando, e vou optar pela interação. Fiquem tranquilos, nada acontecerá de repente. Lembram que a China me ensinou a ser paciente também?hummm... menos ansiosa eu diria!

    É isso gente! OBRIGADA por todo carinho que venho recebendo e, principalmente, pela credibilidade que vocês me dão.

    Tenho certeza que a China também está na vida de cada um de vocês!

    Parabéns para nós!

    Zhù ni shèng ri kuai lè ao Blog!

    Zài Jiàn!

     “Se quiseres que algo se contraia, primeiro deves deixar que se dilate.
    Se quiseres te desfazer de algo, primeiro deves deixar que floresça.
    Se quiseres pegar algo, primeiro deves deixar que te seja dado.
    Isto se chama a sutil percepção da forma como são as coisas.”

    (Lao Tzu)  



     Escrito por Christine Marote às 06:39
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    Tendencias para próxima estação!

     
     

    Tendencias para próxima estação!

    Ando meio sumida, eu sei. Mas por motivos bem legais. Primeiro uma agenda cheia, fazendo mil coisas ao mesmo tempo e dando uma organizada na vida. Depois da semana em Hong Kong, estou com hóspede em casa. Mas uma hóspede querida e amiga, que voltou à China para matar a saudades de Shanghai. Sim, ela já foi ‘shanghainesa’ e há um ano mudou para Holanda. Mas aqui, para algumas pessoas, é como beber água da fonte: jamais se perde totalmente o vinculo, e aí como hoje vamos visitar o Brasil, depois que saem daqui, as férias invertem a direção.  Eu mesma quando estava em HK, apesar de toda a civilidade, estava com saudades da bagunçada Shanghai. =]

    Mas, vamos em frente! E aqui o tempo começa a ficar viável. O calor absurdo dando uma trégua e se preparando para o Outono e as baixas temperaturas. Uma das melhores épocas do ano por aqui. Só que com a mudança da estação, tudo entra no ritmo de transição e as vitrines, as cores nas ruas e os movimentos da cidade vão se transformando. Não importa quanto calor esteja fazendo ainda, mas as blusinhas e as bermudas já estão sumindo das araras e dando lugar aos casacos, jaquetas e blusas de lã. Pois, se o verão acaba no calendário, tem que acabar na vida real também. E outono é tempo dos casacos leves e sapatos fechados. Acho essa sazonalidade uma coisa bem interessante por aqui, pois no Brasil, em Santos pelo menos, temos as 4 estações do ano num só dia. Aí fica dificil entender ‘mudar de estação’ tão pontual como o daqui.

    Se no mês de outubro você precisar desesperadamente de um biquini, esquece. Será uma das coisas mais dificeis de encontrar, porque não é verão. E assim vai com tudo. As lojas também começam grandes liguidações (mas de verdade, como na Europa) e aproveitam para divulgar seus novos produtos com cara de frio. Por sinal, até a semana passada dava até mal estar entrar nas lojas e dar de cara com pilhas de casacos de lã. Estávamos muito perto dos 40° ainda, mas fazer o que se o calendário e o cronograma nos mandam vender casacos? Essa lógica oriental continua dificil de assimilar.

    Junto com as ofertas, acabei achando uma linha de tenis que não poderia deixar de compartilhar com vocês! Ou eu estou muito fora das tendências ou o povo aqui, mais uma vez, errou na mão. Vejam com seus próprios olhos:

                      

                      

    Não, eles não são tenis infantis. De 8 a 80 anos, qualquer um pode sair com seu pé devidamente na moda. Aceito encomendas, ok? Além disso os pijamas são um capítulo à parte. Eles têm que proteger do frio. E para isso nada melhor que um gostoso macação térmico. Mas ai volta a história do limite entre o normal, o engraçado e o completamente doido. E não basta ser um casal, tem que usar pijamas que se completam.... uiiii.


     

          

    Mas que são bonitinhos, ah isso eles são...rs

    Zài Jiàn.



     Escrito por Christine Marote às 15:38
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    Resgatando imagens...

     
     

    Resgatando imagens...

     

    Olá! Hoje dando uma geral nos meus arquivos, achei um material que já havia preparado há algum tempo e ficou esquecido.

    Então vamos a ele, já que as imagens estão legendadas! =]

     

     

     

    E não adianta: essa é a posição de descanso e conforto deles!

     

    Sabores Chineses: em destaque a foto dos Dunking Donuts tipicamente nacional - carne seca de porco com algas...uiiiii,

    contribuição de Gilson Rosa (diz ele que come isso...vai saber...rs).

    Como em qualquer esquina tem água fervendo em abundância, aqui você compra o 'kit Nescafé': os sachês de nescafé, açucar e creme, junto com a colherzinha vem dentro do copo lacrado. É só abrir, misturar e curtir seu cafezinho.

    Zài Jián!

     



     Escrito por Christine Marote às 16:36
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    Detalhes

     
     

    Detalhes

    Uma das coisas que mais me chama atenção na China, principalmente em relação as coisas mais antigas, as tradições e arquitetura tradicional, são dos detalhes. Tudo tem seu mistério, sua beleza. Centenas de pequenos tesouros se escondem num portal, num muro, numa escultura ou pintura.

    E observar esses detalhes passou a ser uma grande diversão para mim. Fotografo, abro, olho. Não me canso de apreciar. E, como um vicio, qto mais imagens tenho, mais quero buscar. E aqui é fácil encontrar quando vamos ao centro histórico, num museu ou palácios e templos da época do império. Mas o que mais me instiga, é encontrar algumas preciosidades no meio do nada, do concreto, de uma rua super moderna. De repente me defrontrar com uma porta, uma pedra que ficou esquecida, talvez propositalmente, no meio do novo, do progresso astronomico por que passa esse pais.


    Algumas vezes chego a imaginar se por conta da pressa de construir, destroem e/ou esquecem de pedaços, que irão um dia ser reverenciados como uma ligação ao passado destruido. Se por um lado isso é triste, por outro nos incentiva a buscar o que todos esqueceram. E um dia, sabe-se lá quando, essas fotos que eu e muitos outros apaixonados pela cultura chinesa, turistas maravilhados ou fotografos profissionais guardamos em nossos arquivos.

              

    E assim vamos buscando uma descoberta em cada passo, em cada esquina, em cada beco. Muitas vezes são dias e dias sem nada encontrar. Mas quando acontece, é uma alegria, misturada com admiração, impossivel de explicar. Também há fotos de amigos, que me cedem seus olhares. Mas de alguma forma me tocaram. E há outros, muitos outros, que aos poucos e conforme for descobrindo seus significados reais, vou dividindo com vocês.

               

    O que pude ver em cada detalhe postado aqui, talvez não consiga mais relatar. Ou, o mais provavel, hoje tenha uma outra visão daquilo que fotografei há meses ou horas atrás.

    Tenho certeza que cada um que olhar as imagens terá a sua própria sensação. Para muitos, mais uma foto. Para outros um pedaço de algo muito distante e ainda outros que verão somente a curiosidade de fotografar um detalhe de alguma lugar.

             

    E nesse ponto, apesar da riqueza dessa cultura, as sensações são individuais e particulares. Estou tentando buscar um pouco mais de informação sobre alguns trabalhos, tecnicas e periodos que foram feitos alguns desses ‘detalhes’ que tanto me encantam.


    Zài Jiàn!

    "Se não sabes, aprende; se já sabes, ensina."

    Confúcio



     Escrito por Christine Marote às 16:13
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    Incrivel, mas ainda me espanto e... me divirto!

     
     

    Incrivel, mas ainda me espanto e... me divirto!

    Olha, vocês sabem que minhas andanças por aqui já me mostraram muita coisa inusitada. E aí quando eu penso que nada mais me espantará, abro meu face book logo cedo e me deparo com a foto de uma amigo, tirado no Carrefour aqui de Shanghai! Fiquei boquiaberta, mas vocês vão concordar comigo que a coisa é meio surreal.

    Adilson, valeu pela colaboração, mesmo sem querer...rs


    O que mais me assustou é por ter sido aqui em Shanghai, se fosse em qualquer cidade de interior talvez não me traria tanto espanto.

    Aí resolvi desbravar o Tao bao, que é um site de vendas on line como o mercado livre, mas você encontra de tudo, tudo mesmo. E por um preço absurdamente ridiculo na maioria dos casos. De móveis a frutas, o tao bao entrega tudo na porta da sua casa. Acho que esse site deve ajudar muito o pessoal que mora fora dos grandes centros, onde as coisas não existem assim tão fácil quanto em Shanghai ou outras cidades de um porte maior na China. Haja visto que nessa época do ano, com a criançada de férias se faz excursão para visitar Carrefour, Ikea, Metro etc. Pessoas que vem do interior e que nunca entraram numa loja como essas.

    Mas na minha viagem ao paraíso das compras de 99,9% dos chineses, achei umas coisas que no minimo, nos divertiram bastante durante a tarde. Eu digo isso, porque depois que você acha algo inusitado, você quer achar mais e vai abrindo as janelas e janelas para tentar entender algo do que está escrito (obvio que o Chrome e o Google translator fazem um bom serviço para facilitar nossa vida desse lado do mundo). E ai vamos às descobertas dessa tarde de sábado!

    Você é louco por uma tatuagem, mas não tem coragem de enfrentar a tortura da agulha? Seus problemas acabaram....

               

    Pode tatuar a sua perna toda pela bagatela de 5 reais. Gostou? Então vem para a China buscar sua tatoo fake original, made in China!

              

    Gente, vamos combinar: tem umas que até seriam interessantes, mas outras completamente ‘non sense’.

    E até o noticiário da TV deu audiência à nova mania chinesa!


    Agora essa invenção eu achei interessante para evitar sabão nos olhos dos pequenos.

           

    E para terminar, a criatividade chinesa para copiar, imitar e iludir realmente não tem limites, essa foi uma das ‘releituras’ de nomes de marcas famosas mais interessantes que eu vi.     

                                                                                                                              

    Num outro sábado que nós estivermos a fim de uma aventura virtual, vou porcurar mais, porque com certeza tem!

    Feliz Dia dos Pais, para quem é pai.

    Um Abraço muito grande e apertado (mesmo virtual) ao meu pai e obrigada por tudo que você me deu, me ensinou, me mostrou e que acabou me transformando na pessoa que sou hoje. +]

    Aqui não é dia dos Pais, ok? Nem sei se comemoram... vou me informar! =]

    Zài Jiàn!



     Escrito por Christine Marote às 16:27
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    Papelzinho que conta história...

     
     

    Papelzinho que conta história...

    Nesses últimos 20 dias, tenho tentado organizar meu escritório, um quartinho só para chamar de meu, cheio de prateleiras e todas as minhas bagunças prediletas: papel, caneta, livros, bloquinhos, fotos dos amigos etc etc etc. Bom, mas sabe como é... papel parece praga, piscou o olho tem pilhas e pilhas. E ontem, numa das faxinas nas pastas e caixas que estão fechadas há muito tempo, descobri um papelzinho que me fez parar tudo (entenderam porque fazem 20 dias e ainda não terminei?uiii) e relembrar o nosso primeiro ano em Shanghai. Aí resolvi contar para vocês, porque essa história retrata bem a vida de quem mora na China de verdade (Shanghai não é a China real, lembram?).

    Em 2009 quando chegamos aqui, fomos morar num condomínio lindo chamado Hampton Woods em Song Jian. Até ai tudo certo, porque para nós era só mais um bairro de Shanghai, um pouco distante do centro. Afinal alugamos a casa virtualmente, já que o Mário veio sozinho e quando conheceu esse condominio se apaixonou. Mesmo longe, haviam 2 colegas de trabalho que moravam ali. Pensamos então: se eles vão para o escritorio em Honqiao todos os dias, beleza. Lugar lindo, casa maravilhosa, amigos no condominio. Perfeito! Ou quase...

    Eis que chegamos aqui e realmente tudo que vi nas fotos era verdade, jardins, casa, lago. E resolvi sair para reconhecer o bairro, afinal não conhecia Shanghai, pois quando estávamos em Chang Chun, fazíamos a rota São Paulo/Beijing/Chang Chun, e haviam me dito que aqui era diferente, tudo moderno, primeiro mundo (ou quase...). Ai lá vou eu pelas ruas de Song Jian, que nessa altura já havia descoberto que é um distrito de Shanghai e na realidade nós morávamos no bairro de Xinqiao. Mas para meu espanto, não vi pelas redondezas nada que me remetesse às fotos de Shanghai, à cidade tecnológica, o coração pulsante da China, a cabeça do Dragão... muito pelo contrário, naquele momento o local me pareceu muito pior que Chang Chun (imaginem meu desespero, porque dessa vez ainda tinha 3 adolescentes comigo), o cheiro, as pessoas nos olhando na rua, nenhum ocidental que se pudesse ao menos trocar um olhar cúmplice. Ai meu Deus! Cadê aquela cidade que me falaram????

    Descobrimos em poucos dias que a Shanghai que tinhamos referência, estava logo alí a 28 kilometros da nossa linda casa. Um percurso de aproximadamente 20 minutos pela estrada... de madrugada, claro. Porque durante o dia isso nos consumia cerca de 1:30 a 2 horas se saíssemos no horário certo. Ou seja, não morávamos em Shanghai, concordam? Mas a casa era linda, o condominio delicioso e acabamos fazendo um monte de amigos e, apesar de quase todos terem mudado de Hampton Woods, continuamos nos encontrando regularmente, é minha turma ‘torre de babel’, e fomos ficando.

    Para vocês terem uma ideia nem Mc Donald’s havia no bairro. No supermercado só dava para comprar frutas e verduras, refrigerantes e material de limpeza. Se esquecesse de comprar pão na cidade, não dava para ir ali no mercadinho da esquina. Realmente a vida de Chang Chun um pouco mais confortável. Delivery, nem pensar... saia do raio de 20 kilometros do anel viário da cidade de Shanghai. Tinhamos preguiça de sair à noite, porque era uma viagem, e por isso acabamos nos cotizando e cada sábado a ‘festa’ era na casa de um dos amigos dentro do condominio. No começo foi muito bom, mas chega uma hora que não dá. Todo mundo se cansa. Juntou com as crianças crescendo, querendo sair e tudo era muito complicado. Nada se fazia sem gastar pelo menos 3 horas, quando se dava sorte no trânsito. Por isso saimos de lá. Abrimos mão do conforto e da beleza da casa de Hampton Woods, por uma casa menor, ou melhor, mais velha, com menos facilidades, mas no coração do Dragão! E não nos arrependemos, porque a casa não nos leva para passear, não tem preocupação com filho voltando de madrugada, nem sabe driblar o trânsito maluco de Shanghai.

    Mas tudo isso por causa do tal papelzinho... então vamos à ele: um belo dia um casal alemão chegou no condomínio e nos disse que havia aberto um restaurante novo na nossa rua (chinês, claro), mas limpo (dentro do que se pode chamar de limpeza nesse caso) e uma comida boa. E falaram: agora já dá até para brincar de sair no sábado a noite... Claro que fomos lá experimentar.

    Chegamos, sentamos, a mocinha traz o cardápio... todo em mandarim. E agora? Ela não entendia uma palavra sequer de inglês, não tinhamos internet no telefone, nem nada que nos fizesse abrir um canal de comunicação. Eis que o dono do local, muito esperto, foi catar um frequês que sabia falar ao menos algumas palavras na língua dos laowai (estrangeiros). Restaurante chinês, sábado 8 da noite, já está quase fechando. Então imaginem o estado etílico do sujeito. Mas ele nos ajudou, falamos que queríamos arroz frito, camarão, carne, verdura, o básico da comida chinesa. E ele falou para a chinesinha e nossa comida veio, até que muito boa mesmo. E o melhor: a conta também veio com o valor de 47 remembie! Naquela época era aproximadamente 12 reais. Um jantar por 47 remembie é barato demais. Ai veio a questão: e se a gente não tiver quem nos ajude da próxima vez?

    Mais que depressa, a luzinha acendeu e pedi para a mocinha pegar papel e caneta. Aí apontei para o camarão e pedi para ela escrever (se estão perguntando como, foi na mímica mesmo e nem tão simples como parece...). Ela escreveu e eu rapidamente escrevi o nome ao lado. Apontei o legumes, e ela começou a rir, chamou o patrão, adorou a ideia. Dai para frente foi fácil, ela escrevia, apontava e me dava o papel para eu escrever ao lado. Criamos o nosso menu pessoal, e geramos o tal papelzinho que encontrei nos meus guardados e que mostro aqui em baixo.


    O mais engraçado, foi que no dia seguinte, claro, tinhamos que contar nossa aventura aos vizinhos. E todos se empolgaram e foi um tal de copiar a listinha e distribuir, até que o office nos pediu a foto e enviou para todo o condominio. Eureka!!! Bom, vocês podem imaginar a situação daí para frente... entrávamos no restaurante o chinês vinha com o cardápio, sacavamos nosso papelzinho, ele ria e trazia os pratos. Um dia esqueci os papel... caramba, como vamos pedir... quando dissemos que o papel ‘meyòu’, ele disse ‘méi wèntí’ e em 5 minutos apareceu com nosso cardápio fumegando. Também, acho que era só entrar um estrangeiro lá que ele já devia gritar: “sai os pratos dessa gente esquisita que come sempre a mesma coisa...”

    Bom, no final de um ano dessa maratona dos moradores de Hampton Woods (era o único condomínio com estrangeiros ali no bairro), ele achou melhor fazer um cardápio bilingue! Só que logo depois disso, em dezembro de 2010, mudamos para a civilização!

    Mas mesmo com toda a distância, as dificuldades que enfrentamos, foi uma época muito interessante da nossa vida chinesa. Fizemos amigos de verdade, pudemos mostrar às crianças o que é viver na China real, e ficamos muito mais unidos. Acho que se pudesse ou tivesse que voltar atrás, faria tudo igualzinho. A experiência valeu! =]

    Zài Jiàn!



     Escrito por Christine Marote às 11:59
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    O Bund – Puxi, e a vista de Pudong

     
     

    O Bund – Puxi, e a vista de Pudong

    Ou se você preferir, poderia ser “International Financial Center – Pudong e a vista de Puxi”..

    Puxi e Pudong, assim é dividida a bela e incógnita Shanghai. O velho e o novo, a boêmia e a tecnologia, o romantismo e a rotina hightech, viadutos que se entrelaçam e avenidas largas e planejadas, selva de pedra e imensos jardins floridos... Dentro dessas duas realidades completamente antagônicas é que vivemos por aqui.

    Há os que preferem Pudong, a sua calma, beleza planejada, tecnologia, inovação e modernidade. Há os que não trocam Puxi por nada desse mundo, mesmo com a rotina frenética de uma grande metrópole que foi crescendo acima de si mesma, com as velhas construções que sobreviveram os tempos dificeis, circundadas pelos modernos edificios que nos fazem lembrar que o coração dessa cidade pulsa com vigor.


    Há os que circulam por todos os lados sem nenhuma objeção ou preconceito, simplesmente aproveitam tudo o que a cidade mais antenada da China pode lhes oferecer. E cruzam o rio pelos túneis ou pontes e viadutos na naturalidade de quem atravessa a rua de frente de casa. Ah, essa Shanghai realmente me conquistou...

    E para não haver muita discussão dos fiéis defensores de um ou outro lado da cidade cortada por um rio imenso, é justamente nas suas margens, frente à frente, que estão fixados os cartões postais de Shanghai. O Bund em Puxi e o International Financial Center em Pudong.

    E se estamos em Puxi, nos deliciamos em ver as torres se erguendo para disputar o titulo de ‘mais alta’ do mundo, da asia, ou talvez do planeta. As luzes hightech que apagam e acendem em cada arranha céu, frenéticas, e nos fazem lembrar que essa cidade não para, não dorme e nem descansa. Já quando vamos para o outro lado do rio, na mesma direção, o lado de Pudong nos oferece a vista mais linda e romântica que uma cidade pode apresentar. Os edificios preservados e restaurados da década de 1920, quando a Shanghai era o paraíso da China (sim, essa cidade sempre foi à frente de seu tempo), onde os estrangeiros encontraram as portas abertas e foram sendo afagados pelas belezas do oriente. Mas a peculiaridade e o charme de Puxi está aí, bem resumido no Bund: por trás dessa aparencia romântica e saudosista, a tecnologia sai pelos poros e nos surpreende a cada minuto.


    E assim vamos nos deliciando com esse pedaço da cidade que é reconhecido no mundo inteiro. Que mesmo depois de anos, ainda nos faz perder o fôlego com a vista que proporciona. E o mais interessante é que não há momento que faça com que esse cenário perca a beleza. Muito pelo contrário, ele tira de cada hora, de cada estação o que há de melhor, de mais interessante e renasce a cada foto que tiramos. E é incontrolável... impossivel passar por ali e não sacar o celular pelo menos e bater uma foto daquele momento, daquela tarde cinzenta, da manhã de sol, do dia frio, da noite, do entardecer.

    Meu restaurante predileto está no Bund e posso jantar apreciando as luzes frenéticas de Pudong. Se quero só um happy hour, nada mais interessante do que buscar uma choperia nos jardins opostos, do outro lado do rio e aproveitar o entardecer percebendo a cidade se transformar, os edifícios de pedra cinza ganharem os contornos das luzes que os destacam... E nesses momentos é possivel esquecer que estamos na China, onde nossa cultura e habitos cotidianos estão constantemente em choque, em que a lingua é uma barreira intransponivel para a maioria, e que a distância de meu país é imensa. Essa paisagem tem esse poder, de mesmo após tantos anos nos tirar o fôlego, nos fazer parar para admirar o que já admiramos centenas de vezes.


    Fora que as duas margens nos presenteiam com um imenso calçadão, onde podemos andar e andar, parar e perceber os vários angulos e detalhes dessa cidade misteriosa.

    Na pagina do Blog China na minha vida no Facebook, há mais fotos para apreciar. É só clicar aqui!

    Zài Jiàn!

     



     Escrito por Christine Marote às 13:06
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    Fotografar aqui, é um vicio!

     
     

    Fotografar aqui, é um vicio!

    Pois é, pessoal. Resolvi arrumar as fotos e apareceu cada uma! O advento da foto digital acabou com a economia, com a as restrições e contenções de clicks.

    Agora não basta fotografar um momento, a gente faz cobertura total, 500 fotos por minuto...rs

    Então, fica assim... mais uma sessão de achados pelas pastas da Christine, sempre com a colaboração dos amigos. Por falar nisso esqueci de dar os devidos créditos à Mirela que foi a fotógrafa de algumas das 'pérolas' do post anterior.

    Prestem atenção na etiqueta da calça pendurada...

    Continuando a linha fashionista, chapéus e sombrinhas (não é guarda-chuva, é sobrinhda mesmo. No sentido puro da palavra) são acessórios indispensáveis, os maiôs são um pouco avantajados e sem graça no meio de tantos brilhos e os sapatos são um capitulo à parte.

    Só um detalhe importante: se vc pensa que é muito complicado encontrar um chapéu estiloso como esse vinho de tafetá, como o que está na ultima foto, pode desencanar. Tirei essa foto no Carrefour. então fica combinado: proxima compra de mês coloca na lista arroz, iogurte, molho de tomate, óleo, leite e chapéu fashion de tafetá. Só jogar no carrinho...

    Para a noite também podemos escolher entre os modelitos disponiveis nos Fabric Market’s (mercados de tecido) espalhados pela cidade.


    Agora fashion também tem suas griffes e seus preços. As griffes internacionais como Channel, Dolce Gabana, Luis Vuitton entre outras desenvolveram produtos especificos para o mercado asiático (e chinês em especial), mas pagar 20, 30 mil remembie para andar com uma abobora pendurada é demais não é mesmo?



    E o desing de objetos para o lar, não fica esperando o bonde, não... já sai inovando!

     

    E só para terminar, sem perder o hábito:

     

     

    Bom, mas se até o próprio funcionário da loja se coloca 'à vontade', por quê os clientes não podem fazer o mesmo, né?

    Zài Jiàn!

     



     Escrito por Christine Marote às 14:31
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