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    O Terceiro irmão!

     
     

    O Terceiro irmão!

    E enquanto os dois irmão mais velhos já estão desfrutando da glória, sendo fotografados milhões de vezes por dia, ilustrando desde cartão postal, até as publicações do governo, o terceiro irmão vai ganhando força, imponencia e... altura! Muita altura!!! Ainda estamos em 1012, a previsão de inauguração é em final de 2014, mas ele já está mais alto que o irmão mais velho, o primeiro, Jinmao Tower.

    O Shanghai Tower, terceiro membro da familia, representante do ‘futuro’ na trilogia (esse post é continuação do anterior, para quem chegou agora...), vai crescendo rápido para alcançar seu 632 metros previstos. Ele terá 128 andares, 106 elevadores, 550.000 m2, seu custo está previsto em 13.8 bilhões de remembies ( e acreditem, aqui orçamento funciona, a diferença no final é irrisória)  e quando estiver pronto será o segundo do mundo. Ufa...

    Mas o mais interessante é a estrutura dele, até porque ele, no minimo, tem que superar o segundo irmão em tecnologia e design (chinês não perdoa nem chinês... eles querem superar os próprios recordes). O esquema de cores desenvolvido revela uma estrutura fluida que nos dará a impressão de uma espiral da base ao topo, adentrando as nuvens... =] Claro que essa ‘poesia’ da definição é muito fácil de concretizar aqui em Shanghai: o tempo está quase sempre nublado, cheio de névoas, céu atolado de nuvens (tudo bem que é de poluição, mas isso é um mero detalhe, não vamos estragar o efeito final).

    Essa foto eu tirei do Bund, dia 09 de junho,dá para ver os 3 edificios mais latos atrás:

    Jinmao (topo iluminado), SWFC (meio escuro) e na frente dele o esqueleto do Shanghai Tower.

    Outra curiosidade: o elevador funcionará a 18 milhas/seg, isso daria mais do que 40 milhas por hora!

    Como já estava demorando para aparecer o comentário, vamos a ele: Shanghai Tower será o primeiro edificio dessa magnitude do mundo com a ‘double-skin’ (literalmente seria ‘duas peles ou pele dupla’, mas o termo tecnico ou correto para essa tradução eu não sei)! E o que vem a ser isso?, você deve estar se perguntando. Bom, vou literalmente tentar raduzir o que li, porque no final ainda fiquei confusa ou minha capacidade de abstração está severamente prejudicada: ‘o edifício é organizado com nove edifícios cilíndricos empilhados um sobre o outro e envolvidos por uma double skin. A fachada interior é formada pelas construções empilhadas, enquanto uma camada exterior triangular cria a segunda pele, que gira suavemente 120 graus, subindo pelas estruturas.’ (Tradução livre da ‘That’s Shanghai Magazine’ from March, 2012). Facinho de entender não é mesmo? Para um leigo então! Rs.

                     

    Aqui são ilustrações desenvolvidas para explicar o processo das 'duas peles' e dos 9 predios sobrepostos. 

    É... só desenhando mesmo!rs

    A empresa que está construindo, Gensler, diz que o projeto foi baseado na necessidade eminente que a China (e Shanghai) tem de se firmar como influência global na economia e cultura.  Esse formato em espiral também foi pensada dentro da concepção global atual de ‘menor agressão ao meio ambiente’, reduzindo em 24% a pressão do vento e em 25% o consumo de material de construção na obra. O arquiteto responsável é Marshall Strabala e essa obra é totalmente financiada pelo governo Chinês. O presidente da empresa que gerencia o projeto (que foi criada exclusivamente com esse fim – Shanghai Tower Construction & Development Co. e é mantida por 3 estatais chinesas) disse que ‘essa torre é o simbolo de uma nação que terá no futuro ilimitadas oportunidades’.

     

    Sim, Shanghai Tower, pelo andar da carruagem, realmente representa o futuro.

    Agora vou pedir uma coisa: leiam novamente, de uma vez só, os dois posts. Alguém consegue perceber a sutileza do planejamento chinês? A mensagem subliminar que está por trás desse projeto de 25 anos? Ou será que sou eu que, estando aqui, tenho essa visão?

    Deixem seus comentários aqui ou na página do facebook. Adoro poder interagir com as pessoas que seguem o blog. Depois coloco minha modesta opinião a respito dos 3 irmãos!

    Zái Jiàn!

     

     



    Categoria: China
     Escrito por Christine Marote às 12:30
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    A cabeça do Dragão e os 3 irmãos.

     
     

    A cabeça do Dragão e os 3 irmãos.

    Em 1988, Deng Xiaoping, que então era o lider nacional, anunciou que Shanghai seria o novo centro financeiro da China, a ‘cabeça do dragão’, e o local escolhido para erguer esse centro foi Pudong, o lado novo e planejado da velha cidade. E foram feitos projetos e metas para os próximos 25 anos, ou seja até 2014.

    E para o espanto de todos, principalmente nós os brasileiros onde as metas dos nossos governantes se estendem por décadas e interesses eleitorais, tudo está em pleno vapor e se concretizando cada etapa a seu tempo. Os atrasos são todos perfeitamente aceitáveis e mesmo assim, eles lutam contra o relógio para não falhar.

    Um dos projetos era a construção dos ‘3 irmãos’, 3 edificios que serão (já são, na realidade) mais um símbolo do crescimento economico da China e sua influencia no mundo. Quem duvidou dos chineses, que naquela época estavam com um pais completamente desestruturado, perto do caos, sendo reconstruido pedra sobre pedra, hoje deve estar boquiaberto!

    Os 3 irmãos, mas o terceiro aqui está numa versão virtual! Por enquanto...

    E em 1994 foi iniciada a construção do primeiro dos 3 irmãos: Jinmao Tower ou Edificio da Prosperidade Dourada (ou de ouro). Com 420,5 metros de altura, 88 andares, 79 elevadores e 278.707 m2 de area construida, foi entregue à cidade em 1999 e custou 3.3 bilhões de remembies. Hoje é o 13° edificio mais alto do mundo. E seu projeto teve algumas referências interessantes, já que o arquiteto contratado, o mesmo que construiu o Dubai’s Burj Khalifa, Adrian Smith, teve um desafio de ter que entender e incorporar a cultura chinesa, até aquele tempo um mistério para a maioria dos ocidentais.

    A ‘missão’ foi entregue a ele em 28/08/1988, o edificio tem 88 andares, o formato é octogonal. Isso para respeitar um pedido do governo, que queria esse prédio vinculado ao número da da prosperidade (entenderam o nome dele?). Buscou isnpiração nos pagodes chineses, e tenta rememter a obra à China antiga, o passado, apesar de toda modernidade empregada. Essa obra foi um marco na história da construção e do design no mundo além de ser o ponto da virada na industria da construção chinesa. Ele foi a inspiração desafiadora para os 2 ‘irmãos’ que ainda tinham que nascer.

            

    Jinmao Tower quando era o unico do trio.

    Enquanto isso, em 1997 (antes da inauguração do Jinmao), começaram as obras do segundo irmão, Shanghai World Financial Centre ou simplesmente SWFC, que acompanhando a lógica dessa meta, representa o presente. E por ser o ‘presente’, foi aceito pelo governo investimento estrangeiro na sua construção. Foram usados recursos de mais de 40 empresas, encabeçadas pela Japanese Mori Building Corporation. E os arquitetos, liderados por Willian Pedersen, criaram algo que mostrasse a influencia desse capital, mas com design que tivesse uma ligação com a cultura chinesa e, claro, o primeiro irmão. Os dois prédios mostram diferentes pontos de vista sobre a cultura local. O SWFC é mais abstrato na representação simbólica da cultura chinesa. E os dois formam um equilibrio baseado nas diferenças.

                       

    SWFC a noite e como era o projeto original do prédio.

    O quadrado no topo representa o simbolo usado pelos antigos para designar ‘Terra’. Mas o projeto original era de um circulo e, segundo a lenda, os japoneses queriam que o circulo remetesse à bandeira japonesa, em especial quando o sol alcançasse essa parte do edificio, tornando o círculo vermelho. A rivalidade entre os japoneses e chineses ainda é muito forte, apesar da convivência aparentemente pacífica nessa China modernizada. Mas claro, que quando o governo chinês percebeu, mandou o projeto ser refeito. Hoje o edificio é popularmente conhecido como ‘abridor de garrafas’.

    Os dois irmãos! Passado e presente.

    Foi entregue em 2008 (a mudança de planos com o círculo depois do projeto andando atrasou um pouquinho a obra), tem 492 metros de altura, 101 andares, 91 elevadores, 381.600 m2 e custou 8.17 bilhões de remembies. Por RMB 150,00 (cerca de 50 reais) você pode subir até o topo do quadrado, onde o piso é de vidro e ter a experiência de andar sobre Shanghai. Mas no dia do seu aniversário, você pode fazer isso de graça! Quanta emoção!

    Amanhã falo do terceiro irmão!

    Zài Jiàn!



    Categoria: China
     Escrito por Christine Marote às 13:11
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    A arte da Caligrafia Chinesa.

     
     

    A arte da Caligrafia Chinesa.

    Caligrafia é uma arte em qualquer lugar do mundo. Todos gostamos de ver uma letra bonita, que está cada vez mais rara com o advento do computador. Quantos de nós não fizemos folhas e folhas daquele famigerado caderno de caligrafia na escola....uiiiii. E para meu espanto, tem muitas escolas adotando novamente esse recurso para tentar preservar a arte da escrita.

    Se para nós, ocidentais, que temos um acordo gráfico de se usar 26 letras para representar nossa escrita,  isso já tem uma importância enorme, imaginem para um povo onde ao invés de letras, eles usam desenhos para se comunicar graficamente? Sim, porque a China, e alguns paises da Ásia, não possuem alfabeto, mas desenhos que representam as palavras. Mas a China possue uma das mais antigas formas de linguagem escrita do mundo, datada de 6 mil anos atrás. Essa escrita começou atráves de marcas no barro, nos ossos, em conchas ou até cascos de tartaruga. Depois chegou no bronze e na pedra. Ela foi se desenvolvendo e ficando mais complicada, com diferentes tamanhos e a mesma palavra podia contar com vários ‘desenhos’ diferentes.

    Isso porque o rapaz que inventou, ou melhor, teve a ideia de representar o que via através de uma grafia, chamava-se Cang Jie, e ficou observando os animais e as marcas que eles deixavam no solo. Daí ele achou que se representasse os 3 ‘risquinhos’ que eram as marcas deixadas pelo animal, todos saberiam do que ele estava falando. Mas isso é uma lenda, apesar de fazer sentido... =O


    Até que ppor volta do ano 200 A.C., um Imperador, conhecido como primeiro imperador, resolveu organizar a bagunça e fez algumas regras para que todos usassem o mesmo simbolo para cada palavra.Qin Shihuang também foi responsável pela unificação da China. E junto a inveção do papel, o instrumento mais usado para fazer esses ‘desenhos’ era o pincel. Mas através dos séculos muita coisa aconteceu com a escrita chinesa. E em 1956, com a entrada do regime comunista, muitos caracteres foram simplificados, reduzindo a dificuldade de reproduzir esses desenhos.

    A lingua chinesa possue mais de 10 mil caracteres (ai meu Deus, comparado com nosso pobre alfabeto de 26 unidades....), mas se você souber 3 mil, já é capaz de ler um jornal... que alivio, né?

    Como vocês já devem ter notado, sou uma curiosa de carteirinha, e desde que descobri que alguns caracteres eram formados atráves de desenhos que remetem à forma da palavra que está sendo grafada e ainda, que a junção de alguns desses desenhos gera outro caractere que significa outra palavra, fiquei enlouquecida para saber mais sobre essa arte tanto grafica, como da criatividade humana em se apropriar do que a natureza lhe oferece. Mas para meu desespero, não encontro uma só escola, um só curso que queira me mostrar esses caracteres, me ensinar a escrevê-los ou desenhá-los, só porque eu não sei falar mandarim. Tento explicar que eu não quero falar mandarim, eu quero saciar minha curiosidade, aprender algo que acho super interessante e talvez até me estimule a aprender o mandarim. Porque, para quem conhece Pavlov, vai entender que só funciono com estimulo. Sem a campainha, o choque, ou seja qual for o recurso, eu não saio do lugar!

    Essa é fácil, parece a letra D, mas desde que você sabe que não há alfabeto chines, o que se parece com o D?

    Isso é a lua.

    Uma linha que se estende seus braços para frente é...

    uma pessoa!

    Esse caractere é um dos radicais, ou seja, um grupo de caracteres básicos que vão se repetir na formação de outros caracteres, como no exemplo abaixo.

    Aí comecei a procurar nas livrarias, nas bancas, na internet, em algum lugar que pudesse me dar a esperança de achar esse caminho, lá estava eu. Já comprei um monte de livros, mas nenhum saciou a minha curiosidade de verdade. Até que há um mês atrás, descobri um livro para crianças (tão simples), mas não didático. Livro do jeito de paradidático, lindo de se ver e tocar. E é com ele que tenho tentado aprender um pouco sobre a escrita chinesa, já que a lingua, aqui entre nós, me põe louca. E aos poucos vou tentando dividir com vocês o que aprendi sobre essa curiosa e bela forma de escrever.

    Pessoa com um obstáculo em cima. O que você acha que é isso?

    Isso é o céu.

    Do desenho primário, temos hoje o caractere que, ao meu entendimento é o que cobre ou está por cima da pessoa.

    Aqui segue a capa fografada do livro ‘My first book of Chinese Calligraphy’, de He Zhihong e Guillaume Olive, as ilustrações são de He Zhihong (que estão nesse post, inclusive).


    Zài Jiàn!

     



    Categoria: China
     Escrito por Christine Marote às 11:58
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    Coisas da China

     
     

    Coisas da China

    Sempre encontro umas curiosidades nos jornais e revistas chinesas que são direcionadas ao publico estrangeiro, ou seja, são em inglês.

    Só para esclarecer: por mais que haja chineses aprendendo inglês, o número ainda é muito pequeno detro do universo da população desse país, portanto não suporta publicações nessa lingua que sejam rentáveis. Então chego à conclusão que somente aos estrangeiros interessa esse nicho de informação. Mas vamos ao que interessa...

    Apesar do que acabei de escrever, a policia de Shanghai está começando a aprender inglês, através de um curso oferecido pelo governo, para os que trabalham com atendimento direto ao estrangeiro. Parece que agora, quando formos renovar nossos vistos, já poderemos ‘bater um papo’ com os oficiais que nos atendem. O problema é que dentro do sistema educacional chinês, onde o decorar é o caminho mais simples, e só assim eles sabem fazer, já que não se muda um sistema desses da noite para o dia, eles aprendem expressões fixas, diálogos que são comuns ao dia a dia, mas que às vezes sofrem alterações (afinal não somos robôs) e aí começa o problema. Por que se você pergunta ou fala algo que foge desse ‘padrão’, esquece. Vai ser dificil eles te entenderem.

    Outro dia meu marido estava entrevistando um rapaz para trabalhar na empresa. Se apresentou e pediu que ele falasse um pouco da sua experiência. Realmente o inglês do rapaz parecia muito bom, com entonação e pronúncia impecáveis. Aí o Mário resolveu falar para ele de uma situação que teria para resolver e perguntou o que ele faria. O rapaz olhou bem para o Mário, acho que deve ter respirado fundo, e começou a falar novamente com seu inglês impecável. O problema foi que ele estava repetindo tudo que já havia falado. Exatamente o que decorou para uma entrevista de emprego. Resumindo, ele não fala inglês. Somente decorou algumas frases pré-elaboradas para sua apresentação. Isso é um grande desafio para a China, acredito. Reverter essa situação de ‘faz de conta’ que uma boa parcela da população tem com outro idioma.

    Mas, apesar disso tudo, com inglês fluente ou decorado, a China já ultrapassou os EUA no comercio varejista de alimentos e bebidas. A próxima marca que será ultrapassada em pouquissimo tempo será os sócios/usuários de academia de ginástica. Assim o tio Sam acaba mudando para a China...


    Só que o Reino Unido também perdeu o poder de compra de VINHOS, isso mesmo, para o mercado chinês. No primeiro semestre de 2011 o mercado chinês movimentou 90 milhões de Euros. Ou seja, nem o chinês está mais aguentando consumir o Great Wall, o vinho mais popular na China. Pode-se dizer que seria o ‘Chapinha’ brasileiro...uiiiii.

    E enquanto o mundo não aguenta mais ver tantos Starbucks, aqui na China o negócio vai de vento em popa e crescendo a cada dia. Na China desde 1999, com sua primeira loja em Beijing, hoje a rede possue mais de 570 lojas espalhadas em 48 cidades chinesas. E segundo a empresa, até 2014 a China será o segundo mercado mundial da rede, somente atrás dos EUA (por enquanto...).


    E a última que li hoje pela manhã no China Daily: a Disneyworld que está sendo contruida em Shanghai (previsão de inauguração em 2015) terá o MAIOR Castelo já construido nos parques da Disney no mundo (isso é basico, né? Ficaria decepcionada se fosse qualquer coisa diferente disso...).

    E só mais um pequeno detalhe: geralmente os castelos da Disney (atração Central de todos os parques) tem como ‘dona’ uma das Princesas Disney, certo? Mas aqui não! O Castelo da Disney Chinesa terá muitas princesas... de Cinderela (coisa mais comum...) a Branca de Neve, sem esquecer de Pocahontas e outras tantas que estão presentes na nova geração de princesas Disney. E vamos ver no que dá isso... Haja castelo para tanta princesa!!!

    Zái Jiàn!



    Categoria: China
     Escrito por Christine Marote às 11:24
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    O Bund – Puxi, e a vista de Pudong

     
     

    O Bund – Puxi, e a vista de Pudong

    Ou se você preferir, poderia ser “International Financial Center – Pudong e a vista de Puxi”..

    Puxi e Pudong, assim é dividida a bela e incógnita Shanghai. O velho e o novo, a boêmia e a tecnologia, o romantismo e a rotina hightech, viadutos que se entrelaçam e avenidas largas e planejadas, selva de pedra e imensos jardins floridos... Dentro dessas duas realidades completamente antagônicas é que vivemos por aqui.

    Há os que preferem Pudong, a sua calma, beleza planejada, tecnologia, inovação e modernidade. Há os que não trocam Puxi por nada desse mundo, mesmo com a rotina frenética de uma grande metrópole que foi crescendo acima de si mesma, com as velhas construções que sobreviveram os tempos dificeis, circundadas pelos modernos edificios que nos fazem lembrar que o coração dessa cidade pulsa com vigor.


    Há os que circulam por todos os lados sem nenhuma objeção ou preconceito, simplesmente aproveitam tudo o que a cidade mais antenada da China pode lhes oferecer. E cruzam o rio pelos túneis ou pontes e viadutos na naturalidade de quem atravessa a rua de frente de casa. Ah, essa Shanghai realmente me conquistou...

    E para não haver muita discussão dos fiéis defensores de um ou outro lado da cidade cortada por um rio imenso, é justamente nas suas margens, frente à frente, que estão fixados os cartões postais de Shanghai. O Bund em Puxi e o International Financial Center em Pudong.

    E se estamos em Puxi, nos deliciamos em ver as torres se erguendo para disputar o titulo de ‘mais alta’ do mundo, da asia, ou talvez do planeta. As luzes hightech que apagam e acendem em cada arranha céu, frenéticas, e nos fazem lembrar que essa cidade não para, não dorme e nem descansa. Já quando vamos para o outro lado do rio, na mesma direção, o lado de Pudong nos oferece a vista mais linda e romântica que uma cidade pode apresentar. Os edificios preservados e restaurados da década de 1920, quando a Shanghai era o paraíso da China (sim, essa cidade sempre foi à frente de seu tempo), onde os estrangeiros encontraram as portas abertas e foram sendo afagados pelas belezas do oriente. Mas a peculiaridade e o charme de Puxi está aí, bem resumido no Bund: por trás dessa aparencia romântica e saudosista, a tecnologia sai pelos poros e nos surpreende a cada minuto.


    E assim vamos nos deliciando com esse pedaço da cidade que é reconhecido no mundo inteiro. Que mesmo depois de anos, ainda nos faz perder o fôlego com a vista que proporciona. E o mais interessante é que não há momento que faça com que esse cenário perca a beleza. Muito pelo contrário, ele tira de cada hora, de cada estação o que há de melhor, de mais interessante e renasce a cada foto que tiramos. E é incontrolável... impossivel passar por ali e não sacar o celular pelo menos e bater uma foto daquele momento, daquela tarde cinzenta, da manhã de sol, do dia frio, da noite, do entardecer.

    Meu restaurante predileto está no Bund e posso jantar apreciando as luzes frenéticas de Pudong. Se quero só um happy hour, nada mais interessante do que buscar uma choperia nos jardins opostos, do outro lado do rio e aproveitar o entardecer percebendo a cidade se transformar, os edifícios de pedra cinza ganharem os contornos das luzes que os destacam... E nesses momentos é possivel esquecer que estamos na China, onde nossa cultura e habitos cotidianos estão constantemente em choque, em que a lingua é uma barreira intransponivel para a maioria, e que a distância de meu país é imensa. Essa paisagem tem esse poder, de mesmo após tantos anos nos tirar o fôlego, nos fazer parar para admirar o que já admiramos centenas de vezes.


    Fora que as duas margens nos presenteiam com um imenso calçadão, onde podemos andar e andar, parar e perceber os vários angulos e detalhes dessa cidade misteriosa.

    Na pagina do Blog China na minha vida no Facebook, há mais fotos para apreciar. É só clicar aqui!

    Zài Jiàn!

     



    Categoria: Viver na China
     Escrito por Christine Marote às 13:06
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    Fotografar aqui, é um vicio!

     
     

    Fotografar aqui, é um vicio!

    Pois é, pessoal. Resolvi arrumar as fotos e apareceu cada uma! O advento da foto digital acabou com a economia, com a as restrições e contenções de clicks.

    Agora não basta fotografar um momento, a gente faz cobertura total, 500 fotos por minuto...rs

    Então, fica assim... mais uma sessão de achados pelas pastas da Christine, sempre com a colaboração dos amigos. Por falar nisso esqueci de dar os devidos créditos à Mirela que foi a fotógrafa de algumas das 'pérolas' do post anterior.

    Prestem atenção na etiqueta da calça pendurada...

    Continuando a linha fashionista, chapéus e sombrinhas (não é guarda-chuva, é sobrinhda mesmo. No sentido puro da palavra) são acessórios indispensáveis, os maiôs são um pouco avantajados e sem graça no meio de tantos brilhos e os sapatos são um capitulo à parte.

    Só um detalhe importante: se vc pensa que é muito complicado encontrar um chapéu estiloso como esse vinho de tafetá, como o que está na ultima foto, pode desencanar. Tirei essa foto no Carrefour. então fica combinado: proxima compra de mês coloca na lista arroz, iogurte, molho de tomate, óleo, leite e chapéu fashion de tafetá. Só jogar no carrinho...

    Para a noite também podemos escolher entre os modelitos disponiveis nos Fabric Market’s (mercados de tecido) espalhados pela cidade.


    Agora fashion também tem suas griffes e seus preços. As griffes internacionais como Channel, Dolce Gabana, Luis Vuitton entre outras desenvolveram produtos especificos para o mercado asiático (e chinês em especial), mas pagar 20, 30 mil remembie para andar com uma abobora pendurada é demais não é mesmo?



    E o desing de objetos para o lar, não fica esperando o bonde, não... já sai inovando!

     

    E só para terminar, sem perder o hábito:

     

     

    Bom, mas se até o próprio funcionário da loja se coloca 'à vontade', por quê os clientes não podem fazer o mesmo, né?

    Zài Jiàn!

     



    Categoria: Viver na China
     Escrito por Christine Marote às 14:31
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    Fotografando por ai... Junho 2012

     
     

    Fotografando por ai... Junho 2012

    Então, resolvi hoje postar umas fotos que estão se acumulando aqui... Vocês já sabem: são fotos de coisas que realmente eu não acredito quando vejo, ou mesmo meus amigos aqui de Shanghai que coletam cenas inimágináveis em qualquer outro lugar do mundo. No final, esse é um dos hobbys da maioria dos ‘laowais’, sair fotografando os modelitos fashion da chinesas, as aventuras de um cruzamento, as excentricidades desse jeito basicamente chines de ser. Outro dia li num blog de uma  americana que vive aqui, que depois que inventaram o iphone, conseguimos tirar o sossego dos chineses. Nada passa despercebido. Sempre haverá um flash, uma postagem no face e, claro, muitos comentários hilários.

    Para os blogueiros que estão na China, esse é o principal trunfo. Porque vendo a foto, tem gente que já não acredita, imagina se não postamos a prova do crime! Rs

    Mas torno a dizer: infelizmente as fotos (principalmente as dos curiosos, como eu) nem sempre conseguem ser fieis ao verdadeiro fato. Tenha certeza, o espetáculo é bem melhor ao vivo! E quem puder vir a China e perder essa chance, estará perdendo uma das viagens mais inusitadas da sua vida. Contrastes, excentricidades, coisas fora do comum ou até as comum demais que aqui tem um outro valor. Depois nem vale dizer que eu não avisei...rs

    Mas vamos ao que interessa...

    O desfile continua, afinal o verão mal começou! Já havia comentado que a época de  calor aqui gera um aumento da poluição visual em pelo menos 500%. Isso é um problema de Saúde Pública!

     

     


    Gente, essa chinesa literalmente parou o trânsito!

    Sim, essa loira (mal tingida), de saia vermelha, bota branca, bolsa amarela e blusa de paêtes  é uma chinesa!

    Fora os óculos que vocês não podem ver, porque juro que não esperava uma cena dessa em plena luz do dia, num dos pontos mais  movimentados de Shanghai: Nanjing Lu, em frente ao Plaza 66, um shopping somente com lojas de griffes internacionais.  Fora os outros 6 ou 7 que pipocam em volta.


    Reparem nos guardas . Esse de moto, parou para olhar. Na realidade não só ele. Os carros pararam, todos viraram a cabeça e arregalaram os olhos!

    A chinesa que conseguiu chamar a atenção do próprio chinês, independente do gosto para lá de duvidoso, é de se tirar o chapéu, vai?

     


     


     

    Gente achei umas fotos bem legais... mas amanhã posto o resto, já tem foto demais aqui e pode causar algum tipo de stress visual aos meus fiéis leitores... E sem leitores não tem blog, então...

    Zài Jiàn!



    Categoria: Viver na China
     Escrito por Christine Marote às 14:21
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    Arte Pública (hilária) em Shanghai

     
     

    Arte Pública (hilária) em Shanghai

    A China de um modo geral, e Shanghai em especial, possuem um talento nato para coisas meio ‘estranhas’ para nosso senso critico, lógico e ocidental de ser. Mas às vezes eu realmente acho que eles se superam! Outro dia li uma nota sobre as hilárias esculturas publicas de Shanghai e fui dar uma pesquisada. Algumas eu já havia visto, outras nem imagino onde estejam e outras que eles citaram eu não encontrei (quem sabe o governo tenha retirado a bem da sanidade mental dos habitantes dessa cidade). Mas mesmo assim ainda há muito o que mostrar, o que parar e olhar as pessoas olhando com os olhos arregalados (só nos resta saber se é de espanto ou admiração...rs).

    Para vocês verem que não estou jogando sujo, nem falando demais, descobri que em 2004 foi realizada uma pesquisa pelo Departamento de Planejamento Urbano de Shanghai e, naquela época haviam 1.034 esculturas urbanas espalhadas pela cidade, mas somente 10% foram consideradas ‘excelentes’, ‘80% medíocres’ e o restante poderia ser chamado de ‘lixo’ (uiiiii).Talvez incentivados por essa pesquisa, o governo deciciu que até 2020, Shanghai terá pelo menos 100 esculturas de referência mundial. E o autor da nota, colocou que “era compreensível que Shanghai quisesse aparecer com uma bela imagem da sua arte publica, mas antes precisa ensinar o povo a não ‘sentar na sua arte’”. Até imagino a cena que provocou esse comentário...

    Procurei, mas não encontrei o número de esculturas que existem hoje em Shanghai, e quantas estão dentro do conceito propposto em 2005, mas para 2020 ainda temos 8 anos. E aqui 8 anos é tempo suficiente para eles construirem mais coisas que a nossa singela imaginação permite.

    Mas vamos conferir a arte de Shanghai:

     

    Essa é uma das mais conhecidas, pois fica ao lado do elevado que praticamente corta Puxi do Aeroporto de Honqiao até o rio que divide Puxi com Pudong. Uma amiga que hoje está na Alemanha, dizia que para ela, essa escultura é a perfeita descrição da China: completamente fake (falsificada), se referindo as cópias de tudo que fazem aqui.

    Esses pandas gigantes e brilhantes em inox (sim eles são meio espelhados) foram colocados ao lado do pavilhão da China na Expo 2010. Um contraste grosseiro, já que esse pavilhão é uma verdadeira maravilha em termos de arquitetura e execução, de acorod com o engenheiro que mora aqui em casa (rs). Zhang Huan foi o artista que assinou os pandas 'hehe, xiexie' que representam (para o artista) 'harmonious society, harmonious world' - harmonia da sociedade, harmonia do mundo. Fazendo uma alusão ao slogan da Expo: 'better city, better life' (cidade melhor, vida melhor)

    Eu sei (e como sei, afinal trabalhei numa secretaria de Cultura e organizei alguns Salões de Arte) que arte é um assunto polêmico, que a liberdade de expressão, a veia criadora, a reflexão de mundo, a sensibilidade do artista precisam ser respeitadas. E eu respeito, mas nem tudo eu aceito. Até mudei minha relação com a arte depois de conviver com artistas e aprender um pouco mais com uma 'professora particular' em tempo integral, que me abriu os horizontes e a maneira de ver a arte. E olha que ela teve um trabalho duro... Mas ainda assim é muito dificil aceitar e simpatizar com coisas feito essa. Sorry, Fátima e Monaco se decepciono todo o esforço que vocês dispensaram à essa pessoa... =O

    Mas isso é como minha relação com a China. Mudou muito meu olhar, causou um estranhamento brutal, me fez repensar e reavaliar meus conceitos tidos como definitivos, mas mesmo assim, não é com tudo que concordo.  Sempre respeito e procuro entender a logica ou a mensagem (no caso da arte).

     

    Esse imã está no jardim do prédio que simboliza até agora o poder economico de Shanghai e da China, o SWFC - Shanghai World Finacial Center. O nome dado foi 'Global Magnet' e segundo a matéria, simboliza a força com que essa área da cidade atrai as pessoas (agora, chinês que não é atraido por dinheiro, eu não conheço, rs).

     

    O artista que assina essa escultura é Peter Woytuk, e ainda batizou a 'obra' de 'cores da felicidade'. Gente, é sinistro isso. Parece urubu rondando carniça, e foi descrita na revista como macabra. Eu concordo...

     

    Esta 'arvore laranja' (esse é o nome), é do artista cubano Alexander Arrechea. A árvore das cestas de basquetebol. =/

    Eu vou ficando por aqui... e olha que a lista não tem fim. Mas já dei informação demais.

    E claro que há esculturas públicas maravilhosas, com ideias sensacionais de interagir com o as pessoas que passam por elas. Prometo postar na próxima semana. 

     Agora essas que postei hoje são o 'oó', ahhhh ninguém me convence do contrário! 

    Zài Jiàn!

     



    Categoria: China
     Escrito por Christine Marote às 14:57
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