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    Final de ano...

    Nihao Péng you!

    Ando um pouco sumida, eu sei. Mas não desisti. É que aqui, como no Brasil, essa época é complicada. Muitas coisas para fazer, as festas chegando, muitas celebrações e o mais triste, muitas “farewell parties”, festas de despedida. Se vocês forem ao post do dia 24 de outubro, vão poder ler o texto que fiz no final de junho, por esse motivo. Em junho e novembro o que mais temos por aqui são essas festas. Alegres pelo lado que vemos nossos amigos voltando para casa ou indo em busca de outros desafios, mas muito triste por conta do vinculo tão forte que construímos com algumas pessoas. É nossa família aqui, aqueles com quem podemos contar na hora da dor, da emergência ou para dividir as alegrias. Ser estrangeiro tem seu lado amargo também.

    Juntando tudo isso, com a biografia da Clarice Lispector que estou lendo (e recomendo), ando um pouco down, introspectiva, para expressar melhor. “Homesick”, literalmente “doente de casa” é a expressão que se usa em inglês para expressar esse sentimento.

    E para completar todo esse tumulto de celebrações e emoções conflitantes, resolvemos mudar de casa. Mudamos em 10 dias e para uma casa menor, mas melhor localizada. Não sei ainda onde vou enfiar tanta tralha que acumulamos nesses 2 anos. Chegamos aqui com 26 caixas do Brasil e 10 de Chang Chun, depois eu conto quantas levamos para a nova casa! J

    Por aqui, como em qualquer lugar do mundo, a relação entre o preço e o tamanho da casa é compatível com a localização: mais perto do centro preços mais altos e casas menores. Básico. Mas em compensação mudaremos para o “Gonzaga” de Shanghai. Quem é de Santos ou conhece a cidade vai me entender!rs

         

    Bye, bye Hampton Woods! Welcome Ridgewood Garden! (acho que tenho atração por madeira...)

    Acreditamos que o conforto e a facilidade que esse novo lugar nos dará, compensa alguns metros quadrados a menos de construção, que no final nem usamos! Na realidade estamos super empolgados e o melhor é que o novo condomínio é do lado de uma estação de metrô. Vou ter minha autonomia de volta!!! Vocês não podem imaginar o que isso significa para alguém como eu, que tem rodinhas nos pés.

    Fora os preparativos para o Natal e Ano Novo, vendo quem ficará por aqui, para celebrarmos juntos e colocarmos um pouco do calor Brasileiro nessa época tão gélida por esse lado do mundo. Os chineses não comemoram essas datas. Eles estão mesmo é se preparando para o ano Novo chinês, que será em 3 de fevereiro de 2011. Mas sobre esse assunto teremos muita coisa para contar.

    Aguardem!!! J

     



     Escrito por Christine Marote às 11:00
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    MACAU

    Se não fossem tantos chineses na rua, eu poderia dizer que estava no Pelourinho em Salvador ou em uma das cidades históricas de Minas Gerais, tamanha a semelhança com Macau.

    Para chegar a Macau vindo de HK, usa-se um barco, que dentro até parece um avião, com serviço de bordo e tudo mais. São 45 minutos de travessia e como em HK, passamos pela imigração, carimbamos passaporte, ou seja, mudamos de país, mas teoricamente continuamos na China.

    Macau, uma colônia portuguesa, com certeza, mas do outro lado do mundo. É simplesmente incrível!! Como HK, é uma Região Administrativa Especial da República Popular da China, ela voltou ao governo chinês em 1999, depois de 400 anos de colonização. Mas nada parecido com HK, afinal, nós brasileiros sabemos bem o que é a colonização portuguesa. Na verdade o governo Português até conseguiu oferecer prosperidade ao local, mas as guerras e a revolução cultural de Mao minaram essa onda de prosperidade. Quando o governo chinês retomou os índices de criminalidade e o número de gangues era alarmante. Por ser uma região “livre” o que chamam de "máfia chinesa" fugiu do regime e se estabeleceu em Macau.

    Mas não podemos negar que a cidade nos faz sentir em casa, e para quem está do outro lado do mundo é extremamente reconfortante ver uma Avenida da Praia Grande, Alameda da Sé, “pharmacia” popular ou os cartazes escritos em português. Encontrar a igreja da Sé e ler sobre as comemorações para do dia de Nossa Senhora, tudo na nossa língua!

    A parte velha da cidade, como já falei, lembra muito as cidades históricas no Brasil. À arquitetura, as cores, restaurantes portugueses... Só não encontrei ninguém que falasse português, nem a dona do restaurante, onde fomos comer. Temos que levar em conta que só passei um dia na cidade, então não tivemos oportunidade de procurar direito, acho. Outra coisa, semelhante à HK é que apesar de todas as características ocidentais, visitamos templos budistas, e as pessoas seguem as tradições chinesas. Mas não há como negar que é o maior reduto católico da Ásia.

    A parte nova é um salto para o futuro. Prédios imensos e de uma sofisticação e beleza que realmente nos impressionam. Os cassinos são um capítulo à parte. Na China o jogo é proibido, mas em Macau rola livre e solto. E aqui não é para amador não. É jogo mesmo. Há um estudo que mostra que Macau já ultrapassou Las Vegas em volume de dinheiro de apostas. Dá para acreditar?

    E nessa parte da cidade o espírito chinês de grandeza, imensidão, maioridade volta a imperar.

    Visitei um Centro Cultural simplesmente maravilhoso! Enorme, claro. As exposições tinham os folders e os banners em chinês, português e inglês. Que delícia!

    Descobri que ia ter um show da Marisa Monte 2 dias depois... só que nessa data nós já estaríamos de volta a Chang Chun. Se soubesse teria mudado nossos planos de viagem.

    Apesar de não gostar de jogo e cassinos, valeu à pena entrar em um só para ver o luxo, a decoração, a ostentação. No final fica divertido. É um local que gostaria de voltar e poder ficar uns dois dias para explorar.

    Macau tem dois monumentos que foram declarados Patrimônio da Humanidade, pela UNESCO. São as Ruínas de São Paulo e o Templo de A-Má. E, além disso, São Paulo, capital, é cidade irmã de Macau.

    Bom, já escrevi demais hoje!

    Até o próximo!

     



     Escrito por Christine Marote às 12:38
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    Hong kong III

    Peak Tour, Stanley Market, Jumbo e Giant Buddha: pontos turísticos imperdíveis em HK.

    O Peak Tour é uma montanha, super íngreme, e para subir a gente usa um bondinho funicular, me lembrou o do Mont Serrat em Santos/SP, para quem conhece a região. Mas a força da gravidade atua de uma maneira maluca que dentro do bonde tem alguns calços para quem vai em pé se apoiar; e quem vai sentado (como eu fui) sente no pescoço toda a força contrária que a subida está exercendo (48° de inclinação). Lá em cima tem uma lojinha com souvenirs, restaurantes, bares e um Museu de cera da Madame Tussard. A vista da cidade é maravilhosa, apesar que no dia que fui estava muito nublado.

    A foto do meio foi tirada de dentro do bondinho durante o trajeto!

    O Stanley Market na realidade é um bairro à beira mar, cheio de restaurantes descolados e a tradicional rua de “coisas” chinesas, só que muito bem organizada. O que me chamou a atenção foi um prédio enorme que abriga um museu e alguns restaurantes. Esse prédio estava em outro lugar da cidade e foi inteiramente “transportado” para esse ponto da cidade. Também podemos andar por uma trilha que leva até um templo budista.

    Isso é algo interessante em HK, apesar de ser quase uma cidade ocidental, ainda tem muito das tradições e cultura chinesa. Na medida certa, podemos dizer!

     

    Essa construção da foto do meio que foi "transplantada para o canto da baía.

    O Jumbo é pitoresco. Um restaurante completamente chinês, num barco enorme ancorado (eternamente) na baía. Só dá para chegar lá de barco. Não precisa ir lá para comer, eles aceitam visitantes, mas só pode andar do lado de fora e no hall principal. Durante a noite fica lindo, iluminado no meio do nada.

     

    O Giant Buddha é um Buda gigante (!!!) construído em bronze, que foi construído para atrair os turistas a esse local distante. A obra completa ficou pronta em 1993. No mapa que está no primeiro post sobre HK, dá para ver que fica em Lantau Island. Aí ficam também o aeroporto, a Disney e a estação do teleférico que leva ao Buddha. O percurso é feito de trem, super rápido, e para nos principais pontos. Chegando ao teleférico, compramos o ingresso e fomos para uma fila imensa. Também lembra o bondinho do Pão de Açucar no Rio de Janeiro, mas só cabem 8 pessoas sentadas.

    E aí que está a graça de ir a esse lugar: são quase 30 minutos de pura emoção. Ele vai muito alto e muito longe, e você se vê naquela “casinha” pendurada num cabo imenso passando em cima do mar. Para o Mário, o duro foi fazer o caminho de volta! J

    Lá em cima tem uma série de pequenas atrações e restaurantes, bares etc. O triste desses pontos turísticos é que parece que todos foram inspirados no esquema da Disney World: uma atração que te leva para dentro de um local fechado e na saída obrigatoriamente tem que passar por dentro de uma lojinha de souvenir. A China aderiu a este padrão como ninguém! Ou melhor, acho que o mundo aderiu à ele.

     

     

    Sei que ainda ficou muita coisa para trás em HK, mas ainda pretendo voltar lá. Não fui à Disney, mas alguns amigos me disseram que ela foi construída para o publico infantil e nem ao Ocean Park, algo nos moldes do Sea World em Orlando e quem foi diz não se arrepender. Fora isso tem aquela coisa de ter tempo de caminhar pelas ruas da cidade e observar, descobrir peculiaridades, sentir um pouco mais a cidade. Fizemos muito pouco essa parte que tanto gosto. Mas como estou por aqui, posso dizer que HK é logo ali.

    Então nos veremos em breve! J



     Escrito por Christine Marote às 12:16
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    Hong Kong II

    Kowloon e Hong Kong Island

    Hong Kong é uma metrópole, cheia de novidades e coisas para fazer. Todos os sabores do mundo e o serviço ocidental são facilmente encontrados a cada esquina.

    HK é dividida em duas partes: Kowloon (continente) e Hong Kong Island (ilha). Na parte da Ilha é onde se encontram o Centro Econômico, as lojas de griffe, os restaurantes e os principais pontos turísticos. A maioria dos estrangeiros que moram em HK, vive na Ilha.

    Por ser uma ilha, tudo é muito íngreme e a coisa mais comum de se ver nessa parte da cidade são escadas e esteiras rolantes na rua. Às vezes atravessar uma rua é algo bem mais trabalhoso do que pode parecer. A gente via um prédio, um shopping, só que para chegar lá era tanta escada, que dava vontade de desistir. Acho que foi por isso que instalaram as rolantes. Preguiçoso nenhum pode reclamar.

    Existe um bairro, SOHO, super descolado. Na realidade a maior parte dos bares e restaurantes badalados, e as boutiques pequenas e charmosas se concentram ali. Foi lá, em 2007, a primeira vez que vi as nossas queridas “havaianas” para vender na Ásia. Caríssimas!!! Mas isso dá um outro post. Vamos passar, por enquanto.

    Mas o SOHO é numa das partes mais íngremes da ilha. É a maior concentração de escadas e esteiras rolantes que já vi na minha vida. Todas cobertas e te levam para cada pedacinho, para cada bequinho desse lugar.

    Na Ilha de HK tem um bondinho de dois andares que, pela bagatela de 2 HK dólar (R$ 0,50), praticamente atravessa a ilha, te levando à qualquer lugar. E ir a HK e não andar nesses pitorescos bondes é como ir a Roma e não ver o Papa (ou pelo menos o Vaticano, né?).

    Kowloon é a cidade propriamente dita, onde você encontra o comércio, as lojas de eletrônicos, sedas e todas as peculiaridades chinesas. Todas as noites, às 20:00, há uma queima de fogos na Hong Kong Island e para poder assistir tem que pegar um barco e atravessar para Kowloon. Existe uma praça imensa, com um Centro Cultural, onde os barcos param e as pessoas vão para esse espaço, que foi construído para apreciar o espetáculo. A música é super alta e dá para, literalmente, sentir o chão tremer. O mais bonito é que do outro lado, na Ilha, as luzes dos prédios acompanham o ritmo da música. Quando acaba essa “dança”, começa a queima de fogos que dura em torno de uns 15 minutos. Um espetáculo MARAVILHOSO.

    Uma curiosidade é que na noite seguinte, não voltamos para Kowloon. Fomos ao Soho. Quando já era umas 20:30 lembramos da queima de fogos e tentamos ver alguma coisa. Mas nada, vimos que alguns prédios estavam acendendo e apagando as luzes e depois os fogos no céu. Mas quem está na ilha nem percebe o espetáculo que ela está proporcionando para quem está no continente.

    Gente, ainda tem muita coisa para contar sobre HK!

    Amanhã tem mais...



     Escrito por Christine Marote às 09:17
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    HONG KONG

    Se algum dia alguém lhe falar: “eu conheço a China, já fui para Hong Kong (HK)”, esquece. Essa pessoa não tem nem idéia do que é a China.

    Apesar de a maioria dos habitantes serem chineses, HK é uma cidade tipicamente britânica. Nem o idioma falado é o mandarim. Lá os chineses usam o cantonês, um dos muitos dialetos que existem na China. Mas na realidade a língua mais usada é o inglês. Os hábitos são muito semelhantes com os ocidentais, os carros são guiados do lado direito (mão inglesa).

    Lá as pessoas não cospem nas ruas, não arrotam na mesa, as ruas são limpas e por mais chinesa que uma loja ou mercearia possa parecer, a questão da organização, disposição e acondicionamento dos produtos já te dá um claro sinal que ali não é um lugar tipicamente chinês.

         

    Sempre digo que HK é uma cidade européia habitada por chineses educados. E pode parecer besteira, mas a diferença é quase palpável.

    Em 1997, HK voltou ao domínio chinês (não sem muitos protestos e tentativas de se tornar independente ou pelo menos continuar como território britânico) transformando-se numa Região Administrativa Especial, depois de 156 anos de Colonização Britânica. Mesmo assim, HK ainda possui um alto grau de autonomia, com exceção da política externa (relações diplomáticas) e Defesa Nacional, que tem que seguir os ditames da capital, Beijing. A economia é capitalista e altamente desenvolvida. A moeda é diferente, o “dólar de Hong Kong”, apesar de ter quase o mesmo valor do Remembie.

    Lá não há a censura que existe na China: internet (facebook, blogs, sites internacionais de notícias, youtube) e TV a cabo não são bloqueados.

                

          

    Para ir para HK, Macau (depois falo sobre essa pitoresca colônia portuguesa) e Taiwan tem que se passar pela Alfândega, pois é considerada viagem internacional com todos os tramites exigidos para quem entra e sai da China. O chinês precisa de visto para viajar para HK, assim como o estrangeiro que tem visto de turismo com 1 entrada, se for para HK e quiser voltar para Beijing, por exemplo, tem que ir ao consulado chinês e tirar outro visto para poder entrar novamente na China. Recebemos carimbo no passaporte quando entramos e saímos como se realmente tivéssemos visitado outro país. É muito interessante.

    Por isso dá para entender as diferenças gritantes em relação aos hábitos e costumes.

    Sobre o turismo, falo amanhã! J

    Zai tian!



     Escrito por Christine Marote às 12:31
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    TORRE DE BABEL

    Torre de Babel: é assim que defino Shanghai. Não sei se existe outro lugar no mundo que reúna num mesmo espaço tantas pessoas de nacionalidades e culturas tão diferentes como na China e, em especial, em Shanghai.

    Quando andamos pelas ruas, sentamos num café ou num restaurante, vamos ao médico ou ao mercado, podemos ouvir tantas diferentes línguas que às vezes ficamos até confusos.

    Algumas vezes, nos vemos brincando, para descobrir qual o idioma que está sendo usado na mesa ao lado. Às vezes é mais de um no mesmo grupo. Quando saímos em casais, o inglês predomina, mas vira e mexe, os pares trocam algumas palavras na sua língua mãe e fica aquela confusão e curiosidade. Aí é um tal de perguntar: como se fala isso no seu idioma? E comparar.

    Um pequeno exemplo da nossa "Torre de Babel" (da esquerda para direita):

    Tania (Reino Unido), Christine (Brasil), Katrien (Bélgica), Valerie (França) e Anne Lise (Dinamarca).

    O mais divertido para nós, brasileiros é ensinar os estrangeiros a falarem o “BR”, principalmente de “brigadeiro”, que eles amam e faz sucesso em qualquer festa que fazemos em casa. Outro dia uns amigos do Octávio pediram e eu fiz, mas quando chegou a hora de comer, falei que só dava para quem conseguisse falar direitinho! Sacanagem... eles se esforçaram, mas o mais próximo que saiu foi “bligadeilo”. Então pediram para resumir em “Chocolate Ball”. Ok, fiz uma concessão.

    Mas o mais interessante de tudo isso é a troca. Já estarmos num país que, por si só, nos proporciona um leque imenso de experiências e descobertas, e ainda ganhamos um conhecimento do mundo por tabela. Aí vamos à Oktuber Fest, com os alemães, comemoramos o dia de Saint Patrick com os britânicos, o Thanksgiving com os americanos, o Halloween como vemos nos filmes, o Ano novo chinês com os chineses, claro, e outras tantas festas e comemorações regionais, que cada cultura tenta resgatar aqui com sua comunidade.

    O dia dos namorados, dia das mães e dos pais é comemorado umas 4 vezes, cada um com datas completamente diferentes! A maneira como as festas comuns a todos são comemoradas, também é interessante. O Natal, por exemplo, tem várias peculiaridades em cada país.

    Resumindo, temos amigos belgas, dinamarqueses, britânicos, franceses, alemães, suíços, espanhóis, americanos, indianos, mexicanos, tailandeses e por aí vai!

    Essa é uma peculiaridade da China aberta para o mundo. Para os chineses somos todos estrangeiros. Entre as comunidades, cada uma busca resgatar e divulgar um pouco da sua cultura.

    No condomínio onde moro não tem brasileiros, mas gente de muitas partes do mundo. Então formamos a nossa própria comunidade e um procura ajudar o outro, facilitar o dia a dia. E quando voltarmos, teremos conhecido muito mais do que a China. Acho que esse é mais uma das vantagens de viver aqui. Conhecer o mundo através das pessoas que cruzam nosso caminho.

    E o melhor, teremos aprendido a conviver com as diferenças.

    Até a próxima!

     



     Escrito por Christine Marote às 11:58
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    Dirigir na China

    Bom, depois de falar um pouco sobre o trânsito e a malha viária de Shanghai, dá para imaginar como é difícil dirigir aqui.

    Por conta disso, ainda é maioria o número de estrangeiros que não dirigem. As empresas acham mais barato pagar um motorista do que incentivar seu funcionário estrangeiro a dirigir. Já houve casos que a empresa teve que pagar uma fortuna ao governo, porque quando bate com um laowai, o chinês sempre tem razão. Se atropelar ou derrubar um ciclista, aí a indenização vai longe!

    E fora o desconforto na hora de resolver um acidente. Aqui, se batemos o carro, ficamos parados no lugar e a polícia é acionada, quando chegam ao local há uma conversa entre as partes com o policial mediando. No final define o culpado e se for algo muito simples, o próprio policial já decide o quanto foi o prejuízo, que é pago na hora e com um “recibo”.

    Agora imagina a gente dentro desse quadro. O policial e a outra parte discutindo em mandarim, ou pior, em shangainês, e nós olhando sem entender nada! Claro que o estrangeiro é o culpado!

    Quando mudei para cá, quase subi pelas paredes, a sensação é que havia perdido 99% da minha autonomia. Achava um absurdo ter que depender de um cidadão, que não me entende e nem eu entendo ele, para ir desde o supermercado até fazer minha unha. Para sair para jantar ou visitar amigos. Mas como moramos muito longe da cidade não tinha jeito. A estação de metro mais próxima está à meia hora de carro daqui. A outra opção é usar taxi, mas além da despesa, que não temos com o carro, há dois anos era muito mais difícil a comunicação.

    Hoje, continuo não gostando muito de ter o motorista sabendo da nossa vida de trás para frente, é um pouco invasão de privacidade, mas mesmo assim aceito melhor porque não sei como seria dirigir na China. Fora as facilidades para estacionar, chegar aos lugares sem entender as placas e, do jeito que sou distraída, não perder todas as entradas e saídas dos viadutos e vias expressas.

    Claro que isso também está mudando na China. Há 5 anos atrás praticamente todos os estrangeiros eram expatriados e vinham para cá com o respaldo de um contrato cheio de facilidades e uma multinacional dando suporte. Hoje, as mesmas empresas estão fazendo contratos muito mais enxutos e dando preferência para contratos locais (mesmo com estrangeiros) do que contratos de expatriados. Além do que há milhares de estrangeiros que vieram (e continuam chegando todos os dias) para a China com a cara e a coragem de enfrentar o novo mundo e buscar o seu espaço comercial.

    Meu motorista, que fala um pouco de inglês, ficou de boca aberta quando eu falei que dirigia e adorava fazer isso. Ele me olhou e perguntou: “mas e o seu motorista no Brasil?” E para explicar para ele que tem hábitos e facilidades que, para pessoas comuns, só acontecem aqui na China? E ter um motorista é uma delas! J

    Até o próximo!



     Escrito por Christine Marote às 09:59
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    VIADUTOS

    Já deu para perceber que o transito aqui não é para qualquer um! O que dirá andar por essa cidade e não se perder. Quando estava no Brasil achava São Paulo complicado. Mas depois de viver em Shanghai, ando em SP até de ré! J

    E alguns fatores contribuem para que se locomover aqui seja um desafio: primeiro são as placas que não conseguimos ler. Coisa básica. São poucas que estão em inglês ou Pinyin (escrita chinesa com letras do alfabeto romano), mas do mesmo jeito você precisa saber ler o pinyin para chegar ao lugar certo.

    A segunda são os viadutos. Mas são tantos, tantos que não é possível descrever. Há locais que é impossível contar quantos passam e repassam um por cima do outro, dão voltas e contornos e te levam para as mais diferentes rotas. Sempre falamos que se aqui tivesse Ministério Público, o governo estaria perdido! Minhocão em SP, causando tanta polêmica? Aqui não passa de uma pequena ponte. É sério e impressionante.

    Para vocês terem uma idéia, tenho uma amiga espanhola que dirige aqui, uma das poucas estrangeiras que conheço que realiza essa proeza. Bom, ela comprou um GPS para conseguir andar e se perder menos. Mas o GPS não consegue detectar todos os viadutos e acaba em pane. Literalmente entra em “out Server” em alguns locais da cidade. Dá para imaginar?

    Ironicamente, se os viadutos não existissem o trafego em Shanghai seria muito mais catastrófico do que já é. Porque nos viadutos não podem circular motos abaixo de 250cc, se não estou enganada. Então, por conseqüência,  estamos livres das motinhas tipo vespa e das bicicletas. Isso já faz uma enorme diferença!

    Existe uma avenida, a Yan’na Lu (lu é rua), que praticamente corta Puxi (parte antiga da cidade) até Pudong (parte nova). Não sei qual a sua extensão, mas é grande. O trânsito estava impossível, o que dificultava muito o acesso, então foi construído outra Yan’an, a Express Way, exatamente em cima da Yan’na Lu. Mais uma vez a minha célebre expressão: simples assim!

    Ano passado estava um inferno trafegar por Shanghai, por conta da Expo, mais viadutos foram construídos. E na semana antes da abertura todos foram iluminados, com luz indireta. Não dá para não citar que sair à noite aqui te proporciona uma visão fantástica e futurista. É bonito de ver.

     

    Fotos retiradas da internet.

    Durante o dia já é muito concreto, mas mesmo assim ficamos, ainda hoje, estarrecidos com a capacidade desse povo em realizar. É algo a se pensar.

    Até a próxima!



     Escrito por Christine Marote às 10:23
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    Transito em Shanghai

    Como coloquei ontem, as regras foram criadas, mas continuo sem entender como funcionam. E dentro do caos todos se entendem. Esse é outro fator que me intriga na China. Deve ser como aquele ditado: “Do caos vem à ordem”. Mas no trânsito eu ainda tenho minhas dúvidas. Bom, para poderem entender minhas indagações filosóficas:

    Se o sinal fecha para os carros e abre para os pedestres, não pense que se pode atravessar a rua tranquilamente. Nada disso, porque os carros que vão virar à direita não precisam parar no semáforo. Então reze e vá em frente.

    Se, na estrada, via expressa, alguém perde a entrada, breca, aciona a ré e volta. Se tiver outro carro atrás em alta velocidade, ou se a possibilidade de causar um acidente é eminente, isso não é problema dele. Cada um que cuide de si. O mesmo posso dizer para mudar de faixa: decidiu, mudou. O resto que se encaixe.

    Tudo isso ainda com a adição de milhares de bicicletas e motinhas elétricas. Ao mesmo tempo, dividindo o mesmo espaço. Só nos elevados e nas auto-estradas que elas são proibidas. Ai o caos é só dos carros mesmo.

    foto retirada da internet

    Agora, se vocês pensam que um xinga, abre o vidro e faz elogios para a mãe do outro em alto e bom tom, está redondamente enganado. As expressões não se alteram, nem raiva, nem espanto, nem nada. Como se nada de anormal ou extremamente perigoso tivesse acontecido. Eles só discutem se um bate no carro do outro. Aí é uma festa. Gritam, esperneiam, andam de um lado para o outro.

    Mas pelo número de absurdos que vejo por aqui, até que a quantidade de acidentes graves é mínima. O que tem muito são batidinhas de pára-choque e arranhões na lataria.

    Sempre que posso tenho a companhia de um bom livro, umas palavras cruzadas ou meu laptop (já fiz muitos posts passeando por Shanghai). Enquanto me distraio no carro, não vejo o que acontece do lado de fora e isso me proporciona uma economia de adrenalina e de muitos sustos. Cinto de segurança e vamos nós todos os dias nessa aventura que é trafegar pelas ruas das cidades Chinesas!

    Até o próximo!

     



     Escrito por Christine Marote às 09:29
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    O Trânsito.

    Faz um tempinho que quero escrever sobre o trânsito na China. Mas na realidade o que me impede é que nunca sei por onde começar e como terminar esse post.

    A coisa é tão maluca, tão caótica, que pela minha experiência, só acredita quem vê. Ao vivo e a cores, sem intermediários. Digo isso, porque quando o Mário veio à primeira vez, em 2004, ele ficou horas no telefone tentando me explicar como era o caos viário em Chang Chun. E sinceramente, eu falava “aham, imagino”, mas no fundo achava que ele estava exagerando um pouco. O Mário de vez em quando dá uma aumentada nas tragédias da vida diária! J

    Bom, até o dia que eu vim para a China a primeira vez. Genteeeeee... o que era aquilo! Tudo, mas tudo mesmo o que ele me contou ainda era pouco. Acho que com o acelerador vem uma buzina acoplada. Eles buzinam e apertam o pé, não sei se exatamente nessa ordem e quem está na frente que se movimente e bem rápido!

    Se um carro quer virar à esquerda e tem que atravessar pela pista que vem na mão contrária, eles trocam a mão. Assim, as mãos da avenida trocam de lado por umas duas ou três quadras e depois disso tudo volta ao normal. Como se nada tivesse acontecido. Fechar o cruzamento é a coisa mais corriqueira que pode acontecer. E todos param, buzinam e vão tentando sair pelas laterais até o caos completo se instalar. Aí de repente, do nada, tudo volta a funcionar. Simples assim.

    Cruzamento na China é sempre assim! Foto da net.

    Se o trânsito está engarrafado, porque não usar a calçada? Afinal pedestre não tem carro. E quem não tem carro tem menos status. Assim, a preferência é do carro. Ou então, entram na garagem de um prédio que tem duas entradas e problema resolvido. Simples assim.

    Vocês já repararam quantas vezes eu escrevi esse termo “simples assim” nos posts? É que aqui as coisas são simples mesmo, para eles, claro! Eles tem solução para tudo e se não tem dão um jeito de mudar o rumo e fazer diferente.

    Ok, em Shanghai, uma cidade internacional, cosmopolita, moderna (e depois de 5 anos da minha primeira visita à China), as coisas são um pouco melhores, ou menos piores... Não consigo decidir.

    O fato é que realmente o sistema viário melhorou muito nesses últimos anos, por mais que as pessoas que cheguem aqui pela primeira vez não acreditem. Algumas regras foram criadas, apesar de serem completamente sem sentido e sem senso de lógica para nós.

    Mas amanhã eu continuo, falando um pouquinho mais desse assunto tão pitoresco!

    Mentiàn tiàn!



     Escrito por Christine Marote às 11:30
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    Casamentos.

    Se há uma coisa que é levada a sério aqui é o casamento. Ou melhor, o ritual do casamento. Os preparativos começam com meses de antecedência e envolvem produções cinematográficas, de acordo com as posses de cada família. Até aí não há muita diferença entre os casamentos no Brasil.

    Mas só até aí. Os noivos decidem casar, aí começam as escolhas de vestidos (sim, no plural) e locais para as fotos, que tem toda uma estrutura de estúdio com vans que acompanham o casal por 2 dias ou mais. Como? É porque as fotos são feitas com até 3 meses de antecedência. Isso mesmo. Os noivos se arrumam todos e fazem as fotos vestidos à caráter. Quando chega o dia do casamento o álbum já está pronto. Se eles desistirem por qualquer motivo, paciência. As fotos já estão lá para a posteridade!

    A primeira são modelos vivos na porta de um studio em Chang Chun. A segunda é da Liliane, flagrando um ensaio de verdade.

    Os vestidos são de diversas cores: azul turquesa, amarelo, vermelho. E os meses de maio e setembro são os preferidos das noivas por conta do clima ameno. Pelo menos para as fotos.

    Esses noivos estavam em Harbin. Não duvido se eles não puseram a foto dos Laowais no álbum! :)

    No dia da festa mesmo, há o cortejo de carros. Isso é obrigatório. E os carros se enfileiram por ordem de valor e status. Então atrás dos noivos vem todas as BMWs, depois os Audi (claro que organizados: primeiro os A6, depois os A4...) e assim vai. Mas de onde surgem todos esses carros se os noivos não forem de família rica? Eles alugam, oras! E quanto mais carros de luxo tiverem no cortejo, mais status tem o casamento.

    Em Chang Chun, o Mário usava um Audi A4 e de vez em quando o motorista da empresa, vinha pedir a ele se podia usar o carro porque tinha um casamento para ir. Então é assim: o carro é mais importante que qualquer outra coisa, até mesmo que a roupa que é usada para a festa. Lembrem-se que já comentei aqui que carro é status e poder e o chinês precisa mostrar isso.

    Fotos da Liliane e minhas.

    O carro dos noivos geralmente é preto e todo enfeitados com coroas de flores (olha elas aí novamente) vermelhas ou rosas. Brancas quase nunca, pois é a cor ligada à morte. Apesar de já ter visto muitas noivas vestidas de branco, mas as flores têm um sentido especial.

    Na festa tem que ter muita comida e bebida e claro, muito Gambei!!! Depois os noivos deixam as noivas em casa e vão beber com os amigos. Ou seja, a despedida de solteiro é feita depois do casamento!

    E também, minha professora de chinês disse que eles podem fazer a festa hoje, por exemplo, e cada um volta para sua casa. O casamento de fato, só vai acontecer depois de um mês... Mas que povo enrolado para casar! J

    Boa semana para vocês!



     Escrito por Christine Marote às 09:42
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    Pérolas e mais pérolas...

    Não dá para negar que uma das coisas que mais atraem as pessoas na China, mulheres em especial, são as pérolas. E aqui tem muita. De todos os tipos e tamanhos, cores diversas, da branca até a marrom, meio cobre e as verdes. Entrar num dos mercados de pérolas é algo para deixar qualquer sem fôlego. E o mais interessante é que tem com todos os preços também! Claro que as perfeitas e naturais são caríssimas e raras. Mas há as cultivadas e dentre elas muitas que tem formatos “defeituosos”, ou seja, não são redondinhas, idênticas. E essas se pode comprar por uma bagatela e conseguir um lindo visual.

    Na primeira vez que fui num desses mercados, em Beijing, com 5 ou 6 andares, me disseram que quanto mais você sobe, mais caro fica. Mas quem resiste em subir até o último, mesmo que seja só para dar uma olhadinha?

    Em Suzhou, uma cidade a mais ou menos uma hora e meia de Shanghai, existe uma fazenda de cultivo de pérolas. Eu nunca estive lá, mas a Liliane foi e mandou algumas fotos e informações interessantes que vale à pena dividir.

    Lojas de Pérolas em Beijing. A concha foi retirada de um aquário.

    Hoje 95% das pérolas do mundo são cultivadas, em águas doces ou salgadas. A sua coloração muda de acordo com os minerais existentes na água onde é cultivada.

    A pérola é a defesa da ostra, ou seja, se algum corpo estranho penetra dentro da concha, ela segrega uma substância para atacar esse "intruso". No cultivo, esses corpos estranhos são colocados na ostra para que ela produza sua defesa, que calcificada se torna a pérola.

    Uma pérola grande e perfeita pode levar 5 anos para ser cultivada. Obvio que não dá para esperar tanto e é por isso que encontramos as pérolas miúdas e sem formato que são tão baratas.

    Nessa fazenda, as pessoas podem ir de barco até o local do cultivo, “pescar” sua ostra e depois na volta, abrir e ficar com as pérolas que encontrar dentro da concha. Aí podemos ver que a pérola é mais uma grande transformação da natureza, como a lagarta que se transforma em borboleta, de dentro da concha suja e feia é que extraímos essa beleza singular.

    Fotos da Liliane na fazenda em Suzhou.

    Num outro local que visitei em Beijing, existia um aquário onde era possível ver todo o processo. E abrir a ostra. Mas não é a mesma coisa do que estar no local de verdade. Esse é um dos lugares que está na minha lista enorme de passeios pela China.

    Até! J



     Escrito por Christine Marote às 12:35
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    LAOWAI

    Ontem eu nem escrevi para o blog. Estava ocupada demais lendo o livro da Sonia Bridi, Laowai (estrangeiro). Tudo bem que um pouco tarde, mas ela morou na China no período de 2004 a 2006. Exatamente quando o Mário veio para cá e começamos a descobrir esse país.

    O interessante é que ler seu relato hoje, nos faz retroceder alguns anos e perceber que as dificuldades foram as mesmas de um modo geral. Claro que ela e o marido, como jornalistas, tiverem que enfrentar uma série de situações mais do que inusitadas e que nós jamais, nem pensamos em passar. Ela conheceu a censura muito mais de perto e isso influenciou demais no seu dia a dia em Beijing.  Por outro lado, teve mais acesso a informações e lugares, descobriu vilas e pequenos povoados, que hoje são rotas quase que obrigatórias de quem vive aqui ou só vem visitar. Sem dúvida, a sua experiência foi surpreendente.

    Mas a essência da vivência entre todos os estrangeiros, acho que é a mesma: o estranhamento à cultura e aos hábitos. A dificuldade de lidar com a censura, por mais sutil que ela seja e a nossa incredulidade ao ver o povo aceitar tudo com a maior naturalidade. Ter hábitos tão pouco civilizados e achar que está tudo bem. O nosso sentido de lógica e convivência indo por terra. E tudo que aprendemos como certo passa a ser duvidoso e vice-versa.

    Acredito ser todo um processo, que depois de muito tempo acabamos por compreender. A leitura me ajudou muito a entender o povo e conseguir respeitar as diferenças. Li vários livros que contam histórias da China, do seu povo e de como chegaram até aqui. Relatos pessoais, histórias verídicas e outras, fruto de árdua pesquisa. Alguns romances também que retratam a sociedade chinesa em diversas épocas. Isso foi um divisor de águas para meu entendimento e convivência nesse país.

    Não concordo com tudo, não aceito um monte de coisas e muitas vezes me vejo praguejando até o primeiro Imperador. Mas hoje entendo um pouco mais essa sociedade, respeito e tento conviver melhor com seus mecanismos. Afinal, gosto de viver na China e tudo isso faz parte da minha vida diária. Não adianta remar contra a maré. Se não for assim, é melhor fazer as malas e voltar para o Brasil.

    Agora, uma coisa que o “Laowai” está me proporcionando, é constatar que a vida aqui já foi pior, mais difícil e complicada para os estrangeiros. As coisas vão acontecendo e a gente vai esquecendo o que já passou. E hoje, tenho certeza, um estrangeiro que chega aqui não passa por metade das situações que Sonia Bridi relata, principalmente se vai para Shanghai ou Beijing. E o mais incrível é perceber que toda essa transformação aconteceu em apenas 5 anos.

    É... a China nunca deixa de nos surpreender! Quem tiver curiosidade leia.  Vale à pena. E como tudo nessa vida, ser um laowai tem o lado bom e outro nem tanto. 

    Até amanhã!



     Escrito por Christine Marote às 08:11
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    Decoração ou fantasia?

    Que o chinês tem um gosto no mínimo duvidoso para nossos padrões, já cansei de falar aqui. As roupas, os carros cheios de enfeites, sapatos cheios de laços etc.

    Mas ontem fui num grande shopping de decoração, Shanghai Home Expo. São 6 andares, mais um subsolo. E eu nunca vi tanta, mas tanta coisa absurda junta.

    Não resisti e fotografei alguns “ambientes” para mostrar aqui. E tenham certeza que quem pode, repete essa combinação ao pé da letra na sua casa.

    Hoje, principalmente nas grandes cidades, existem chineses muito ricos. E um pouco diferente dos padrões ocidentais, talvez porque aqui a violência ainda não atingiu nem de longe os patamares que conhecemos, eles gostam de mostrar o que tem.

    É algo até meio constrangedor, porque a pobreza também é grande e acredito que os milionários ainda são minoria. Mas a regra é ostentar. Muito! Não é à toa que as maiores grifes internacionais tem mega lojas por aqui. Louis Vuitton, Rolex, Ermenegildo Zegna, Channel e por aí vai. Com fila para entrar nos finais de semana! E os preços são maiores que na Europa, inclusive para nós (fazendo um paralelo entre Euro, Real e Remembie). E não estamos falando dos fakes, não. Isso é outra história.

    Bom, mas voltando à decoração, ainda me diverti, porque como comecei a fotografar, as moças que trabalham lá chegavam perto e perguntavam se eu queria saber o preço, riam e falavam que era muito bonito. Mal sabem elas o quanto aquilo estava me deixando perplexa.

    Se quiserem, aproveitem as dicas para dar uma renovada na sua sala! Apesar de que as fotos não estão à altura do que vi ao vivo, mas dá para ter uma idéia. J

    Abraço.



     Escrito por Christine Marote às 11:06
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